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Achamos no mundo virtual a definição menos emblemática sobre fé. Trata-se de uma palavra de origem latina “fides” que significa “confiança”, “crença”, “credibilidade”. A fé é um sentimento de total crença em algo ou alguém. É uma atitude contrária à dúvida e está intimamente ligada à confiança. É ter a esperança de que algo vai mudar de forma positiva, para melhor.

A fé e a confiança moldaram as mentes e os corações dos paraibanos que, por maioria significativa, resolveram entregar o destino do nosso pequenino e adorado Estado nas mãos do Dr. Ricardo Coutinho.

Eram sabedores e tinham a certeza plena de que faziam a coisa certa. Que a Paraíba daria um salto para o futuro com melhorias colossais nas áreas básicas e indispensáveis. As promessas do Dr. Ricardo para as áreas da saúde, educação e segurança pública eram perfeitamente exeqüíveis, e partiam da verve de um homem, naquele tempo, disposto a fazer uma verdadeira revolução para a melhoria dos serviços prestados a toda sociedade.

Uma vez no poder o homem mudou da água para o vinho. De homem simples, passou a categoria de arrogante e perseguidor. 

Teve a ousadia de se indispor com todos os seguimentos do funcionalismo público. Não respeita pessoas nem poderes.

Quando não se tem fé, não se pode saber o valor da alma. Quem não tem fé não tem alma e isso justifica o destempero permanente do governador e sua tendência por um permanente contencioso.

Se a fé acalma e oxigena a alma, a falta dela enfurece e deixa a pessoa inafetiva, exatamente como ocorre neste último caso com o governador de todos os paraibanos. Essa inafetividade faz com que não tenha amigos, parceiros ou seguidores. Sem fé só interesseiros compõem sua claque “coletiva”.

Um rei solitário!

O desmonte nas coisas do Estado salta aos olhos. Em recente pesquisa quase a totalidade dos paraibanos vive com medo. 

E o que faz o governador? Fecha a maioria das Delegacias de Polícia da região metropolitana de João Pessoa pondo mais medo no povo que já vive em pânico com tanta violência. Determina corte no orçamento da segurança para o ano de 2014, enquanto aumenta assustadoramente o percentual de gastos com propaganda, aquela do tipo a enaltecer a figura pessoal do governante, revelando com todas as letras a incompetência de gestão.

Nas outras áreas não é diferente. Fecha escolas; acaba com programas de inclusão alimentar como o programa do leite; Rasga  decisões judiciais transitadas em julgado nas barbas do Poder Judiciário que se apequena e nada faz. E por ai segue um rosário de distorções administrativas.

Esse é o governo criado à imagem e semelhança de Ricardo Coutinho. O seu estilo de tratorar com “varas” nas costas dos  outros. Quem resistir paga um alto preço. Esse pensamento de eternidade é o que destroça a alma do governador. Pensar que resiste ao tempo é o seu grande mal. Com diria o inesquecível poeta Fernando Pessoa: “Tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa; e, porque passa, morre. Tudo quanto vive perpetuamente se torna outra coisa, constantemente se nega, se furta à vida.”

Esta parece ser a lição de vida de Ricardo Vieira Coutinho.

Horácio Ramalho