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Cerca de 12 mil pessoenses não completaram seu esquema vacinal contra a Covid-19. Mesmo com a data marcada para a segunda dose, essas pessoas não retornaram aos postos de vacinação. Mais de 4 mil cidadãos deveriam ter tomado a D2 da Coronavac há meses, segundo informações de Fernando Virgolino, chefe de Imunização de João Pessoa.

Entretanto, Virgolino acredita que algumas dessas pessoas possam ter se imunizado em outras cidades, visto que no início da vacinação na Capital alguns idosos de outros municípios foram vacinados por aqui. “No início da vacinação, João Pessoa foi uma das primeiras cidades a vacinar idosos e tinha pessoas que vinham de carro de outras cidades para se vacinar, tanto que depois começamos a pedir comprovante de residência. Essas pessoas podem ter tomado a segunda dose no seu município de origem”, pontuou.

Conforme explicado pelo chefe de Imunização, em alguns municípios pequenos, há demora no registro da aplicação das doses por terem poucos funcionários trabalhando, por isso existe a incerteza quanto a vacinação de algumas dessas pessoas. “Nós precisamos que o município registre a aplicação para podermos saber que aquela pessoa completou o esquema vacinal em outro local”, alegou.

”Não temos como saber quantas dessas doses apenas não foram registradas no sistema ainda e quantas estão realmente em atraso”, acrescentou.

Ainda há a possibilidade dessas pessoas esquecerem da data da segunda dose ou que optaram por não retornarem aos postos, após alguma reação adversa com a primeira aplicação. ”É importante saber que as duas doses são necessárias e que reações são esperadas e não constituem contraindicação para a segunda dose”, frisou.

Os profissionais de cada distrito de saúde do município estão tentando buscar esses cidadãos com doses atrasadas, a partir do endereço cadastrado no cartão SUS. Fernando Virgolino reforça a necessidade da segunda dose para a completa imunização contra o coronavírus. ”Não temos ainda um estudo definitivo que mostre que a eficácia da vacina vai mudar com intervalo maior. As duas doses vão produzir resposta imune, mas qual vai ser a porcentagem exata, a gente não tem como saber, porque ainda não temos estudos para isso. A orientação é só que não se deixe de tomar a segunda dose”, reiterou.