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Sobre o sonho dos cassistas em regime de emagrecimento forçado na gestão RC e dos que têm medo de perder com o governador e vêem no senador a chance de perpetuação no cargo, ponderemos o seguinte: não há conjuntura para a implosão da lei de iniciativa popular Ficha Limpa.

Imaginem que há uma pressão popular se formando para ir às ruas entre março e o final da copa e que a massa estará mobilizada e sedenta por bandeiras.

Percebam que  há no Poder Judiciário um desejo de manter-se com imagem operosa perante a opinião pública e que Joaquim Barbosa surfa na onda da prisão dos mensaleiros.

Notem que o Congresso precisa fazer as pases com a opinião pública e que fará de tudo para agradá-la e se tiver de interceder será a favor da aplicação ao pé da letra.

Portanto, logo conclui-se que a chance de um político enquadrado no Ficha Limpa e do PSDB conseguir uma brecha e obter registro é quase zero.

Cássio, assim como um pastor que segura o rebanho de ovelhas vendendo terrenos no céu, apega-se a essa ínfima fração de chance para fazer o seu terrorismo pré-eleitoral.

Acalenta o desejo de seus seguidores, como o pastor americano Tim Jones iludiu os fanáticos de sua seita prevendo dia e hora do fim do mundo.

Cássio já sabe que não poderá se candidatar em 2014. Adia para abril a decisão para jogar para o Judiciário uma decisão que a conjuntura adversa tomou.

Represa com sua estratégia grande parte das intenções de votos do eleitorado que já decidiu que se ele não for o candidato a governador em RC não votará de novo. 

Cabe a oposição fazer a leitura certa e adotar a estratégia cirúrgica para atrair pra si a maioria desse eleitorado. 

Pelo perfil de liderança popular carismática na mesma linha pop star, Veneziano será o maior beneficiado e as pesquisas já detectam que dois terços dos eleitores de Cássio migram para o Cabeludo.

Mas não pensem que Ricardo Coutinho não está disposto a “mudar” para reconquistar esse voto. 

A questão é: dá tempo?