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A cidade de Campina Grande retoma nesta segunda-feira (20) as aulas presenciais da rede municipal de ensino. Após a vacinação dos profissionais da educação contra a Covid-19, as atividades retornam de forma híbrida e gradativa, dividida em fases e com 50% do limite de capacidade, conforme informado pelo secretário de educação de Campina Grande, Raymundo Asfora Neto.

A volta às aulas acontecerá de forma progressiva e escalonada, com turmas subdivididas em dois grupos (A e B) com metade da ocupação total. Enquanto o grupo ‘A’ assiste aulas presenciais, o grupo ‘B’ estará em casa, em ensino remoto. Na semana seguinte, os grupos revezam.

A primeira fase iniciada nesta segunda foi dividida em três etapas, que são:

  • 20/9 – 1ª etapa: anos iniciais do ensino fundamental (1º a 5º ano) e educação de jovens e adultos (1º e 2º ciclos do preeja).
  • 27/9 – 2ª etapa: anos finais do ensino fundamental (6º a 9º ano) e educação de jovens e adultos (3º e 4º ciclos do preeja);
  • 4/10 – 3ª etapa: educação infantil (berçário e maternal) e educação infantil (pré-escola com funcionamento em escola e creche).

As aulas presenciais devem acontecer, de acordo com o secretário, nas segundas, terças, quintas e sextas-feiras com, no mínimo, 4h diárias de aulas para cada turno. Desta forma, em semanas alternadas, os dois grupos (A e B) de cada turma, estarão presencialmente com seus professores. As quartas-feiras ficam reservadas para as aulas e atendimento remoto para os dois grupos, A e B.

Para o retorno, foi necessário adotar novos protocolos de segurança contra a Covid-19:

“Uso de termômetro, uso de álcool em gel, distanciamento social fazem parte do protocolo. Até no momento de servir a merenda vai ter um protocolo especial. Desde o porteiro escolar até a direção da escola está recebendo uma capacitação sobre esse protocolo e como lidar com a situação”, informou o secretário.

Os alunos têm direito ao retorno, mas nenhum deles é obrigado. As atividades remotas pela internet e TV serão mantidas. Outra medida adotada pela prefeitura é a realização de uma busca ativa pelos estudantes matriculados, mas que não estão interagindo com a escola. O secretário de educação ainda lembra que a autonomia do retorno das crianças a escola ainda é dos pais:

“Mesmo com o avanço da vacinação [contra a Covid-19], mesmo com os leitos [de UTI de Covid-19] estando cada vez menos ocupados, os pais ainda são os responsáveis por saber se é seguro mandar os filhos para a escola, pois, nesse ano de 2021, ainda tem a possibilidade de o aluno ficar só com o modelo remoto”, contou Asfora Neto.

Ainda segundo o secretário, o retorno das aulas estava previsto para o dia 13 de setembro, mas foi adiado para esta segunda-feira (20), em virtude de um atraso na aplicação da segunda dose da vacina AstraZeneca nos profissionais da educação. A volta das atividades em creches e escolas tinha como requisito a aplicação das segundas doses das vacinas contra a Covid-19 nos profissionais.

G1 Paraíba