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A cúpula do PTB afastou o tesoureiro Luiz Rondon após o ex-deputado Roberto Jefferson acusá-lo de fraudar e vazar documentos sobre gastos da atual gestão para desestabilizar o partido.

“É um esquema para desestabilizar o PTB, criar uma narrativa repetindo que tem irregularidades nas contas, dizendo que usou dinheiro para pagar cirurgia, restaurantes caríssimos, aquela coisa que foi urdida, tramada dentro da nossa tesouraria”, disse Jefferson em áudio divulgado em um grupo de integrantes do partido.

Jefferson, atualmente preso por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, diz na gravação que sua própria filha, a advogada Cristiane Brasil, o jornalista bolsonarista Oswaldo Eustáquio e Rondon tentam atacar o partido para evitar a filiação do presidente Jair Bolsonaro.

Na ausência de Jefferson, o PTB é comandado por Graciela Nienov. Na quarta (6), o partido anunciou a expulsão de Cristiane, Eustáquio e do presidente do diretório do Distrito Federal, Fadi Faraj.

À reportagem, Rondon confirmou ter sido informado do afastamento e que irá para Brasília resolver a situação.

Em mensagens a petebistas, o tesoureiro diz que foi acusado injustamente de ter enviado arquivos do PTB e que Jefferson foi levianamente induzido ao erro.

“Não aceito que meu caráter seja arranhado por quem quer que seja, tudo que fiz no partido e pelo PTB foi com muito profissionalismo e sempre com lealdade a Roberto (Jefferson)”, diz o texto.

 

 

Redação com Mix Vale e FolhaPress.