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A primeira-dama do Estado, Ana Maria Lins, esteve, nesta quinta-feira (15), no Centro de Equoterapia da Polícia Militar, localizado no Parque de Exposições Henrique Vieira de Melo, em João Pessoa. O Centro funciona há 12 anos, promovendo atividades com cavalos para pessoas com deficiência, em uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação. O Centro de Equoterapia, atualmente, está atendendo 40 pessoas parentes dos profissionais da segurança. O objetivo é que este projeto seja ampliado para atender a comunidade.

Na oportunidade, a primeira-dama Ana Lins parabenizou o trabalho realizado e afirmou que vai buscar junto ao Governo do Estado ampliar o serviço para que mais pessoas possam ser atendidas. “Estou muito feliz em conhecer esse trabalho da Polícia Militar. Esse tratamento da equoterapia proporciona mais qualidade de vida às pessoas que frequentam e aos seus familiares. Vou passar para o governador João Azevêdo as necessidades desse Centro e, com certeza, serão estudadas as possibilidades de melhorias e ampliação do projeto”, afirmou a primeira-dama.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Euller Chaves, ressaltou a importância do Centro de Equoterapia, bem como da ampliação do serviço para atendimento à comunidade. “Este local tem a missão de atender aos profissionais da segurança e seus familiares que têm filhos ou outros parentes com alguma necessidade especial. Já vai completar em novembro 13 anos de existência e nosso objetivo é ampliar este serviço para a comunidade dessa região que fica próxima a este espaço. Queremos que a Polícia Militar esteja, cada vez mais, ligada à prestação de serviços em prol da sociedade”, pontuou.

O Centro de Equoterapia é composto por uma equipe multidisciplinar com um terapeuta ocupacional, três psicólogos, dois fisioterapeutas, um fonoaudiólogo e quatro equitadores. “Hoje atendemos 40 praticantes que têm um parentesco com profissionais da segurança pública. Temos uma equipe formada por sete profissionais da área da saúde e quatro equitadores que são do Regime de Polícia Montada e ficam a serviço da equoterapia. Atualmente, 65% do nosso público são autistas, mas também temos pessoas com deficiência na parte de locomoção, pessoas com Síndrome de Down, entre outros”, falou o major Gleidistone Cavalcanti, comandante do Regimento de Polícia Montada (RPMont) e coordenador do Centro.

Ildeane Albuquerque é a mãe de Lara Coutinho, de 10 anos. Ela contou como o Centro começou a fazer parte da vida delas. “Lara nasceu com paralisia cerebral e com apenas 5 meses recebemos o diagnóstico. Então, demos início à fisioterapia e foi indicada a equoterapia, a partir dos 3 anos. Assim que ela completou essa idade, começou a frequentar o Centro e continua até hoje. Como mãe, vejo a evolução e o desenvolvimento diário dela em relação à coordenação motora, atenção e concentração. Cada fase que passa, Lara evolui mais”, relatou Ildeane.

O sentimento de Ildeane é compartilhado por Ana Paula, mãe de Arthur Scott, de 8 anos, que é autista. “Arthur está aqui há mais ou menos um ano e a evolução dele é notória, tanto na parte emocional como na parte motora. Arthur tem mais foco, está mais confiante, todo mundo vê a diferença. Ele chega em casa muito feliz, porque andou de cavalo e não quer faltar de jeito nenhum. Todos os profissionais são excelentes e tratam as crianças com muito carinho. Que este projeto possa crescer para abraçar mais famílias”, falou Ana Paula, emocionada por ver o desenvolvimento do filho.

Equoterapia – É um tipo de terapia com cavalos que visa estimular o desenvolvimento da mente e do corpo. Ela serve para complementar o tratamento de pessoas com deficiência. Esse tipo de terapia é feito em um ambiente adequado e especializado, pois o cavalo deve ser manso e bem treinado para que o desenvolvimento da pessoa seja estimulado.

A equoterapia é indicada em várias patologias como paralisia cerebral, acidente vascular cerebral, autismo, deficiência visual, entre outras.