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Neste sábado, dia 29, atendendo à convocação nacional, acontecem protestos contra o governo Jair Bolsonaro em mais de 200 cidades em todas as regiões do país. Atos também estão marcados na Europa, nos EUA e em países da América do Sul, como o Uruguai.

Os manifestantes questionam a estagnação econômica, além da perda de direitos sociais e mau gerenciamento da pandemia do coronavírus pelo governo, com lentidão na vacinação, falta de doses e colapso em várias unidades hospitalares.

Enquanto o Brasil amarga o terceiro lugar no ranking global de casos da Covid-19 (16,3 milhões) e o segundo em mortes (459 mil), o governo Bolsonaro foi ao Supremo Tribunal Federal contra lockdown e toque de recolher. Mais uma vez demonstrou desprezo pela ciência e pelas milhares de vidas que ainda podem ser perdidas com a pandemia.

O protesto em Brasília tem Bolsonaro como alvo central, mas engloba uma série de reivindicações de movimentos sociais. Há faixas contra as privatizações da Eletrobras e dos Correios, de repúdio à violência contra os povos indígenas e de pressão pela compra de vacinas contra a Covid.

“O ato de hoje foi feito por pura necessidade, porque hoje nós temos um governo que está promovendo o genocídio no nosso país. É um governo que está matando de covid, ao ter recusado mais de 10 ofertas de vacina. Está matando de fome, porque instituiu um auxílio emergencial totalmente insuficiente, que não dá conta da sobrevivência das pessoas”, afirma Bruno Zaidan, coordenador do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UNB (Universidade de Brasília) e um dos organizadores do ato em Brasília – DF.

“O governo Bolsonaro é mais perigoso que o vírus, está insustentável e não conseguimos mais suportar nem um dia a mais desse governo que é genocida de fato”, afirmou Samara Martins, vice-presidente da Unidade Popular pelo Socialismo, em debate sobre os protestos.

Em João Pessoa – PB

As manifestações que integram o ‘Dia Nacional Povo na Rua Fora Bolsonaro’ acontecem na Praça da Independência, em forma de carreata, e no Parque da Lagoa, no Centro da capital, em ato público.

“Não queríamos ocupar as ruas, mas se as autoridades e o parlamentar não tiram esse genocida, não garantem vacina para todos e todas, não garantem comida e o fim da fome… Cá estamos nós, seguindo o povo da Colômbia, Chile e EUA”, afirmou Tárcio Teixeira, um dos líderes do movimento no estado.

Em Patos – PB

A manifestação denominada “Povo na Rua! Fora Bolsonaro” se iniciou em frente aos Correios onde lideranças populares, representantes sindicais e de movimentos sociais usaram da palavra para alertar a sociedade diante do grave momento vivido no Brasil em decorrência de ações do Governo Federal que estão acarretando danos à saúde, à economia e aos direitos do povo e dos trabalhadores.

Cartazes, faixas, bandeiras e carro de som foram utilizados para expressar a união das entidades e a insatisfação do povo com o Governo Federal.  A recusa por parte do Governo Federal para comprar os imunizantes da Pfizer, o mau exemplo do presidente Bolsonaro que nega a gravidade da pandemia, que faz piada com os mortos e segue sem os cuidados sanitários para prevenção da Covid-19, foram os pontos mais levantados no ato.

Os ataques do Governo à democracia, o valor do auxílio emergencial bem abaixo do anterior, o aumento da inflação, a venda de empresas nacionais e os crimes ambientais também foram citados.