Um político com trânsito na situação e na oposição me fez essa pergunta durante o café da manhã. Antes de baixar ao pires na xícara de café com leite, emendou: ele disse que só seria candidato ao Senado se a base estivesse unida. Está?
Transfiro a pergunta do meu interlocutor para você, leitor. A base está unida?
Cícero anunciou dissidência, Adriano Galdino não quer Lucas na cabeça de chapa, Hervázio, Wellington e Caio vão com Cícero, a federação PT/PCdoB/PV não vota em Lucas, do PP.
É verdade que todos esses partidos e personagens acima votam em João para o Senado, mas também é verdade que João estranhamente só aceita o voto caixão, na chapa toda e afirmou que não quer parceria com quem não seguir essa cartilha.
Sendo assim, João começou a sangrar e esse sangramento ainda suportável pode virar uma hemorragia e a candidatura ficar anêmica na véspera da decisão se renuncia ou segue até o fim.
Perder o apoio de Cícero e da capilaridade da máquina municipal é o maior tiro no pé que o governador pode dar. Mas se João rejeitar o voto de Caio, Wellington, Hervázio e da federação PT/PCdoB/PV, por não ficarem com Lucas, aí já é suicídio e o melhor será João ficar no governo até o fim.
Particularmente classifico como excelente a gestão de João Azevedo e vejo nele o potencial de um grande senador.
Bom político João não é, ainda tem cintura quadrada, não lidera seu grupo e fala uma língua que os prefeitos não entendem.
Outra coisa: pesquisas qualitativas que tive acesso atestam que o governo João é bem avaliado pela população, mas ele não transfere voto.
Entenderam agora os motivos de Deusdeth não decolar e Lucas ser raquítico, enquanto a candidatura de João ao Senado bomba?
O Brasil precisa de um João no Senado, mas fatores adversos podem fazer com que João não deixe o governo.
Dércio Alcântara




