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O deputado estadual Branco Mendes (Podemos) divulgou, nesta quinta-feira (19), uma nota onde lamenta o episódio de intolerância religiosa acontecido na Câmara Municipal de Alhandra, quando o vereador Jeremias Nascimento (Progressistas) usou seu espaço na tribuna para proferir ataques contra o parlamentar. Branco foi acusado de praticar ritual satânico e de odiar evangélicos.

No texto do deputado, ele disse ser católico e demonstrou seu respeito com todas as religiões, ressaltando que intolerância religiosa é crime. “É lamentável que um representante do povo falte com respeito e ridicularize quem quer que seja usando a religião como forma de chacota”, escreveu.

Conforme a fala de Jeremias, Branco Mendes odiaria evangélicos e teria praticado ritual sanguinário. “Entregou a alma ao cão. Odeia evangélicos. O deputado Branco Mendes, quando vereador em Alhandra tomou banho de 20 litros de sangue de bode”, disparou o vereador.

Confira na íntegra a nota do deputado Branco Mendes:

“O município de Alhandra é plural, com sua representatividade histórica personificada no seu povo. Nos dias de hoje, onde intolerância religiosa é considerada crime, é lamentável que um representante do povo falte com respeito e ridicularize quem quer que seja usando a religião como forma de chacota. Cada cidadão tem direito de escolher e de viver a sua religião, que por sua vez serve para acolhê-lo e orientá-lo. Sou católico, temente a Deus fui criado na igreja católica, mas o meu respeito por todas as religiões é reconhecido por quem me conhece em Alhandra e em toda Paraíba. Os evangélicos sempre tiveram minha admiração e o meu respeito, sendo que durante todos esses anos atuando em Alhandra eu sempre tive uma boa convivência com a Igreja Evangélica, tanto é que faço questão de participar de cultos desde os tempos do Pastor Sebastiao Gabriel, passando pelo Pastor Manoel Pedro, Pastor Manoel Tavares e do Saudoso Pastor Amenou que faleceu recentemente vítima do COVID 19. Além disso, como representante eleito pelo povo, meu dever é ajudar quem precisa, independente de qualquer condição, e é assim que pauto a minha vida, com respeito a todos e todas.”