Primeiro, a urbanização das cidades invadem os espaços das árvores e rios, inviabilizando a drenagem natural.
Segundo, as pessoas excluídas são empurradas para as margens dos rios, sob palafitas ou erguendo barracos nas encostas.
Vem o período chuvoso e as cenas se repetem: políticos de coletes laranjas no meio da bagaceira anunciam o caos.
Esse ciclo vicioso precisa acabar. Os três entes, federal, estadual e municipal, precisam encontrar soluções definitivas, ao invés de paliativos.
Todo ano chove, todo ano os rios transbordam, todo ano encostam deslizam.
Se a tragédia é previsível, que tal atacar a causa, ao invés do efeito?
Desassoreamento dos rios, transferência de população ribeirinha e barreiras para áreas seguras.
As cidades precisam ser esponjas e não impermeáveis. Pavimentação é importante, mas drenagem também.
Dércio Alcântara




