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Início Saúde

Combater a colibacilose reduz impacto na produção das granjas; entenda

26 de maio de 2023
em Destaque2, Economia, Notícias, Saúde, Sociedade
Tempo de leitura: 2 mins de leitura
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Combater a colibacilose reduz impacto na produção das granjas; entenda

O consumo de produtos provenientes da avicultura – especialmente a carne de frango e o ovo – é popular entre os brasileiros, graças a fatores como qualidade nutricional, custo e disponibilidade. Em média, cada brasileiro consome 42,5 kg de carne de frango por ano, in natura, segundo a Embrapa. Dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), também apontaram que em 2022 o brasileiro consumiu, em média, 241 ovos ao longo do ano. Sabendo disso, os cuidados sanitários nas granjas devem ser reforçados com o objetivo de evitar perdas produtivas e prejuízos econômicos importantes.

Apontada como principal causa de perdas na avicultura brasileira na atualidade, a colibacilose é causada pela Escherichia coli. A bactéria em sua forma patogênica causa prejuízos em toda a cadeia de produção avícola, desde as aves no topo da pirâmide, poedeiras comerciais, matrizes, avós e bisavós, com elevado potencial genético, até as aves que chegam ao abatedouro para serem processadas e comercializadas.

O aumento da contaminação de aves pela E. coli, especialmente daquelas destinadas a consumo humano, pode vir a ser um grande problema também para a saúde pública. As APEC’s compartilham genes com as UPEC’s (Colibacilose de origem geniturinária em humanos), caracterizando com potencial risco zoonótico em humanos.

“Tendo em vista a importância do controle da colibacilose na saúde animal e na humana, é nosso dever, como profissionais da área avícola, elaborar e executar planos de contenção eficazes contra a potencialização e a proliferação desse patógeno na avicultura. Para isso, a vacinação é a opção mais segura e efetiva, aliada às boas práticas durante o processo”, avalia o Assistente Técnico Sênior de Aves da Zoetis, Gleidson Salles.

No mercado brasileiro, há duas opções de vacinas para E. coli, as vivas e as inativadas. As vacinas vivas têm a vantagem de simular a mesma rota de infecção que a E. coli patogênica sem causar prejuízos às aves. Isso é uma grande vantagem pelo fato de a vacina viva proteger as aves pelo estímulo de imunidade local (imunidade de mucosa) e também imunidade celular. “A escolha da vacina correta e boas práticas de aplicação no campo certamente trarão bons resultados zootécnicos e financeiros para as empresas”, observa Salles.

 

 

 

Foto: Agroceres Multimix.

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