Fale Conosco

Em mais um final de semana violento várias ocorrências foram registradas em Campina e João Pessoa. Na Rainha da Borborema ocorreu 4 roubos de motos, três tentativas de homicídios e roubos, na capital seis homicídios foram registrados.

As três tentativas de homicídios em Campina ocorreram respectivamente no bairro de Nova Brasília contra um jovem de 15 anos que foi vítima de 15 facadas, a polícia não suspeita de quem teria desferido o ataque ao adolescente morador do bairro do José Pinheiro. 

O segundo caso foi registrado no sítio Porteira de Pedras às 19h40 quando um jovem de 29 anos levou duas facadas de um garoto de apenas 15 anos que se evadiu do local após a tentativa de homicídio. 

O último caso ocorreu contra um vigilante no bairro do Jardim Vigilante quando três indivíduos armados invadiram sua casa e dispararam três tiros contra o vigilante no tórax. 

Quatro roubos de motos também ocorreram na cidade neste fim de semana. Já na capital, das 19h da sexta-feira aos 54 minutos do domingo, seis homicídios foram registrados em João Pessoa e nos municípios de Cabedelo, Conde, Bayeux e Santa Rita, na Região Metropolitana.

Mas, apesar das diligências efetuadas pela Polícia, nenhum dos acusados dos crimes foi preso, de acordo com as informações da Coordenação na Central de Polícia.

Relatório do MP – O Ministério Público da Paraíba divulgou o resultado de uma inspeção realizada esta na sede da Polícia Militar em Campina Grande, onde estão abrigados o 2º e o 10º batalhões.

Graças a um levantamento do promotor Marcus Antonius Leite, do Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial (NCAP), se constatou que o atendimento da cidade e ainda de Lagoa Seca, Boa Vista,além de Massaranduba está prejudicado pois apenas dois policiais fazem o atendimento às vítimas no 190.

O Comando Regional 1 é composto pelos dois batalhões e tem efetivo superior a 700 policiais.

“São quatro atendentes e estamos dentro das regras, mas havia uma pessoa em dispensa médica no dia da visita.

Não acontece congestionamento por causa disso, dependendo do horário pode até haver, mas além dessas quatro há os atendentes dos bombeiros”, disse o comandante do CPR1, coronel Marcos Sobreira.

A inspeção do MP quis avaliar as instalações e efetivo, além de infraestrutura e funcionalidade do Centro Integrado de Operação Policial (CIOP), setor encarregado de receber a comunicação externa que chega à corporação.

Segundo a promotoria, são apenas quatro atendentes para monitorar toda a área jurisdicionada engloba Campina Grande, Lagoa Seca, Boa Vista e Massaranduba, sendo dois destes atendentes operadores exclusivos do 2º Batalhão de Bombeiro Militar, com atribuições apenas dessa unidade de busca e salvamento.

O levantamento feito pelo promotor Marcus Leite constatou ainda que as viaturas não possuem GPS, o que impede ao CIOP a obtenção da precisa localização dos policiais acionados para uma ocorrência.

Outra observação é de que o prédio é dividido para abrigar também o 10ºBPM que, de acordo com o MP, deveria ser sediado na cidade de Esperança.”Com dois policiais apenas para o atendimento do CIOP, fica comprovado o porquê do congestionamento das ligações para o 190 quando o cidadão necessita. 

A presença do 10º Batalhão dentro de Campina Grande é outro absurdo. Se tiver uma ocorrência defronte ao prédio eles não podem, sequer, fazer uma averiguação, simplesmente por não serem destacados em Campina Grande. Isso precisa urgentemente ser corrigido”, avaliou o promotor.

Redação