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TRE prevê prejuízos com extinção de zonas eleitorais; na PB apenas 50 devem permanecer

19 de maio de 2017
em Notícias
Tempo de leitura: 2 mins de leitura
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O procurador de Justiça do Ministério Público da Paraíba (MPPB), Bertrand de Araújo Asfora, se reuniu na tarde de ontem, quinta-feira (18), em João Pessoa, com a presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), desembargadora Maria das Graças Morais Guedes. Eles discutiram resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que define a extinção de zonas eleitorais em todo o país. Na Paraíba, se a determinação do presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, for cumprida, das 77 zonas atuais, apenas pouco mais de 50 vão permanecer.

“A população do nosso estado não pode ficar prejudicada. Por isso, nós do Ministério Público da Paraíba, nos colocamos à disposição do TRE paraibano para colaborar nas discussões e na busca de soluções”, destacou Bertrand Asfora, acreditando na mobilização de segmentos, já que a intenção de extinção de zonas eleitorais atinge a todos os estados.

A desembargadora Maria das Graças informou que o TRE criou uma comissão para estudar o problema e que na quinta-feira (25) terá uma audiência com o ministro Gilmar Mendes, em Brasília. “Vamos demonstrar a nossa realidade e tentar convencer o ministro a reconsiderar da sua decisão de algumas extinções de zonas”, disse a presidente do TRE, ressaltando que, com os novos critérios apontados pelo TSE, João Pessoa, por exemplo, que possui cinco zonas eleitorais, só passaria a ter quatro.

“Se estas zonas foram extintas, a situação do eleitor ficará difícil. A população ficará prejudicada”, analisou o promotor João Arlindo. “Em muitos locais, a ausência dos promotores e juízes eleitorais dificultará as fiscalizações”, apontou o promotor Francisco Seráphico. “Agregando ou extinguindo zonas eleitorais, haverá casos em que o eleitor terá que se deslocar até por 200 quilômetros, segundo levantamento prévio do TRE”, lamentou o procurador Valberto Lira. “A situação não ficará boa para a população”, completou o promotor Clístenes Bezerra.

De acordo com a desembargadora Maria das Graças, o TRE da Paraíba terá muitos prejuízos, inclusive financeiro, já que a biometria no estado, prevista para ser encerrada em dezembro deste ano, terá que ser refeita em muitos locais; prédios próprios ficarão sem uso; e a logística também deverá ser prejudicada.

 

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