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Há quase dois anos como superintendente da Controladoria Geral da União (CGU), Severino Queiroz enfrentou um grande desafio em sua carreira em 2020, desencadeado pela pandemia da Covid-19. As ações de fiscalização durante esse período foram limitadas, pois alguns municípios e órgãos federais não ofereciam estrutura adequada para receber a equipe de auditoria. Foi época de se reestruturar.

“Nós tivemos que nos reinventar, nos socorrer nos portais de transparência, de toda as ferramentas que estavam disponíveis na internet e também por meio de parcerias entre os órgãos de fiscalização e combate à corrupção. Promovemos nesse período o maior estreitamento das parcerias com o Ministério Público Federal, o Gaeco, no caso o Ministério Público Estadual, com a Polícia Federal, com as controladorias municipais. Enfim, foi todo um trabalho em que a gente teve que cada dia melhorar para satisfazer a população no anseio de que os recursos públicos fossem bem empregados em sua finalidade essencial”, destacou Queiroz.

Em entrevista ao programa 360 graus desta quarta-feira (28), o superintendente falou sobre ações de prevenção e transparência pública. Aqui na Paraíba, há o programa FalaBR, um sistema de ouvidoria gratuito que pode ser aderido pelas prefeituras municipais, o Time Brasil, que busca trabalhar as ações de integridade e de melhoria da qualidade da gestão pública, e o programa Um por Todos, que pode ser implementado nas escolas da rede pública, onde é possível trabalhar de forma lúdica a ética e integridade das crianças e adolescentes, tendo como ferramenta as revistas da Turma da Mônica.

Para Severino Queiroz, o maior desafio da CGU diz respeito a carga de trabalho, que cresce cada vez mais enquanto o quantitativo de pessoas operando não corresponde a gama de atividades ofertadas. Para responder a população em tempo hábil é preciso bastante empenho por parte dos servidores. “A gente acaba tendo que se desdobrar em mil para dar conta de tantas ações, tantas atividades. A Controladoria Geral da União nasceu por meio da Secretaria Federal de Controle Interno, era uma secretaria que foi crescendo e hoje engloba cinco secretarias”, acrescentou.

Além de abordar as adversidades internas existentes na CGU, o superintendente também falou sobre o envolvimento do órgão em ações externas, a exemplo da CPI da Pandemia, que solicitou relatórios de todas as unidades da federação de todas as investigações realizadas junto a estados e municípios. Há pouco tempo, a CGU também passou a integrar o time que conduz a Operação Calvário. Ainda esteve na pauta da conversa de hoje as contas referentes as eleições de 2020, as apurações a cerca das irregularidades do recebimento indevido do Auxílio Emergencial e a Operação Lava Jato.

Embora as dificuldades fossem aparentes, Severino Queiroz frisa que em nenhum momento a CGU recuou em suas fiscalizações que visam combater a corrupção no Brasil e trazer mais transparência para os cidadãos. “Não houve recuo em momento algum em relação as ações dos órgãos de controle, muito menos da CGU. A CGU integra a estrutura de governo e a estrutura do estado brasileiro. A gente trabalha como um órgão de estado e não como órgão de governo. Não temos vinculação política”, esclareceu.

O superintendente convoca a população para participar das ações de fiscalização da Controladoria Geral da União, denunciando pela ouvidoria geral, enviando email e também buscando a Polícia Federal ou Ministério Público Federal.

Confira a entrevista completa com Severino Queiroz para o 360 graus: