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De volta ao Palácio da Redenção, agora como Secretário Chefe do Governo, Roberto Paulino é um dos principais nomes do MDB. Vice-presidente do partido na Paraíba, o ex-governador foi enfático ao afastar qualquer chance de aliança com Cássio Cunha Lima, rumor levantado na última semana. Além de dizer que não tem interesse nessa parceria, ele enfatiza que seus eleitores não aceitariam o ex-senador em seu palanque.

“Não tenho nenhuma vontade, não tenho nenhum interesse. Eu jamais pensei em um dia estar junto no palanque com Cássio Cunha Lima. O meu caso é o de Veneziano também. Em Campina Grande se imagina Cássio com Veneziano? Não dá. É a água e o vinho”, ressaltou Paulino, em entrevista nesta quinta-feira (29) ao programa 360 graus.

Para o secretário, a informação da conversa entre Cássio e Veneziano foi plantada pelo próprio tucano para sair do ostracismo e voltar para a cena política paraibana. Ele também acredita que foi um rumor mal intencionado, objetivando manchar a imagem do senador e criar um racha entre ele e o governador João Azevêdo. Paulino teme que, após essas especulações, algumas lideranças que planejavam migrar para o MDB recuem, por serem aliados do governo.

Em recente entrevista, Roberto Paulino surpreendeu ao dizer que deixaria o MDB caso a legenda rompesse a aliança com o atual gestor estadual. Agora, ele admite que foi um pouco impetuoso com a sua declaração. “Naquele momento eu devia ter sido mais comedido. Duas coisas que não deixo nunca: minha mulher e o MDB”, disse em tom descontraído.

O vice-presidente do MDB defende que a legenda busque nomes de forte expressão política para se agregarem ao grupo, alguns deles ex-filiados. Políticos como Gervásio Maia, Wilson Santiago, Wilson Filho, André Amaral e Manoel Junior são citados por ele como ótimas opções para integrarem a sigla com foco no próximo pleito eleitoral.

Falando em eleições, o secretário-chefe vai além de 2022 e já faz uma projeção para 2026, indicando que Veneziano pode ser um forte candidato ao governo da Paraíba, após encerrar seu mandato no Senado Federal. “Com certeza é um nome lembrado. Ele está encerrando o mandato de senador, são duas vagas para o Senado, esses lugares podem ser ocupados por dois companheiros do grupo político, até o próprio João Azevêdo, e Veneziano ser um possível candidato a governador. Tem nome, tem experiência política, administrativa e com certeza é um nome muito forte”, justificou.

Por fim, Roberto Paulino revela que, antes de se aliar com o Cidadania nas eleições municipais de 2020, buscou o consentimento do então presidente do MDB, José Maranhão. “Não fui escondido, não trai. Antes de ir a gente consultou Zé Maranhão e ele disse ‘vou a Guarabira’ e, se estivesse vivo, com certeza, ele ia trilhar pelos caminhos de João Azevêdo”, concluiu.

Assista à entrevista completa com Roberto Paulino: