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O Senhor Ricardo Vieira Coutinho nasceu politicamente no Partido dos Trabalhadores, deixa o PT em 2003, quando se elegeu Deputado Estadual Paraibano.

Em 2004, foi Prefeito de João Pessoa pela primeira vez, tendo como vice Manoel Jr, ex PMDB de José Maranhão, a esquerda ocupou um espaço bem menor que o aliado PMDB, ou seja, ainda não se ver com robustez a esquerda nessa primeira gestão do Coutinho.

Em 2008, Coutinho despreza o Conselho que trataria da sua reeleição, e despreza a opinião da esquerda na escolha do seu vice, que agora já não seria mais Manoel Jr, e sim, seu escolhido unilateral, Luciano Agra, imposição de Coutinho, então constata-se mais uma vez o tamanho da importância da esquerda para Ricardo Vieira.

Sigamos para o ano de 2010, quando se candidata pela primeira vez a Governador, agora ao lado do ex Senador Cássio Cunha Lima, que na sua primeira gestão Estadual estava forte no governo, o PSDB de Cássio Cunha, e o Democratas de Efraim Moraes, fora o próprio partido que estava na sua posse, o seu PSB girassol, mais uma vez pergunto, qual o tamanho da esquerda e do PT nessa citada gestão?

Em 2014, Coutinho dispensa o aliado Cássio Cunha Lima, e trava com ele a batalha pela reeleição, fica ainda com Efraim, e outras figuras da direita Paraibana, e mais uma vez se pergunta, qual o tamanho da esquerda dentro da segunda gestão Coutinho no Estado da Paraíba, ou a esquerda de Ricardo se resume a ele mesmo, com seu PSB?

No plano Nacional, Ricardo se diz a “esquerda” que apoiou Lula e Dilma, vamos lá, o PSB nacional era aliado nos dois governos Lula, o Pernambuco do ex governador Eduardo Campos foi extremamente beneficiado por Lula, a gestão Coutinho também, até aí me parece um jogo natural de apoios mútuos, em 2010 Ricardo apoiou a eleição de Dilma, pergunto, ele apoiaria Serra do PSDB? Enfim, o “esquerda” Ricardo exerceu a única opção que tinha, apoiar o PT de Lula e Dilma.

Em 2014, Ricardo assume o apoio a candidatura de Eduardo Campos, contra Dilma do PT, após o trágico e lamentável acidente que ceifou a vida de Eduardo, Ricardo assume a candidatura de Marina Silva do PV, e faz muitas críticas a Dilma do PT, só no segundo turno, quando a opção era Dilma do PT ou Aécio Neves do PSDB, rival local, ele apoia a reeleição de Dilma do PT, ou seja, foi tão difícil assim Ricardo escolher o PT?

Em 2018, Ricardo esteve com Haddad do PT, contra Jair Bolsonaro, mais uma vez pergunto, qual o tamanho da conta dos apoios de Ricardo ao PT, se ele quase nunca tinha outra opção?

Lembro que o PT nacional sempre apoiou suas gestões, uma mão lavando a outra, como diriam os antigos e atuais.

É bom refletir sobre o tamanho do “esquerdismo” do Vieira Coutinho, pois me parece muito mais, que ele só lembra da esquerda, quando não tem outra opção, ou não é?

Assina: Joaci Tavares de Araújo Junior