A primeira vez que vi pessoalmente a governadora de Pernambuco Raquel Lyr, foi na Terra da Vaquejada, Surubim, na assinatura da ordem de serviço da rodovia que liga Surubim a Cumarú, a tão sonhada PE 83, prometida por todos, mas só por ela concretizada.
No dia seguinte, fui com o então deputado Chaparral e a prefeita Juliana, de Casinhas, ao Campo das Princesas e me chamou atenção o foco – ou seria hiper foco? – dela na melhoria sistemática de sua gestão, naquele momento pessimamente avaliada.
Pequena e dona de sorriso enigmático, meio satisfeita, meio querendo mais, ela me lembra uma ninja do olho rasgado e sempre na posição de base.
Raquel é daquelas que não deita pras ofensas, tem a espinha ereta e gás suficiente para chegar aos patamares que sua gestão desacreditada, fruto de uma candidatura desacreditada, que foi contra tudo e todos, não sucumbiu na tragédia e chegou ao topo sem salto alto.
Parafraseando Carlos Drumond de Andrade, há uma Raquel no meio do caminho de João Campos, no meio do caminho há uma Raquel.
Magno Martins, amigo e grande estrela do jornalismo Pernambucano, vem dizendo desde o ano retrasado que Raquel é galinha morta e que o filho de Eduardo Campos e Neto de Miguel Arraes é imbatível.
Humildemente, disse-lhe com todo respeito que o que está para acontecer tem muita força e surpreenderá o Brasil.
Raquel já virou o jogo em cima de João Campos e com o seu choque de gestão ganhou o reconhecimento público e vai abrir vantagem irreversível até antes das convenções.
Desafiando a lógica, com a ajuda do escatológico, invertendo a correnteza e, principalmente, trabalhando por todo o estado como os homens que passaram pelo governo não trabalharam, Raquel Lyra vai vencer a eleição.
Dércio Alcântara
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