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Psicopedagoga denuncia que violência e crack estão matando os jovens da PB

14 de novembro de 2011
em Notícias
Tempo de leitura: 2 mins de leitura
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O aumento significativo da violência em João Pessoa foi abordado pela psicopedagoga Andréa Maranhão, que alerta as autoridades no sentido de que despertem para o problema, antes que seja tarde. Durante entrevista, neste final de semana, a educadora lembrou que fatos nunca antes acontecidos, ocorrem agora com frequência, a exemplo das invasões de casas, polícia recebida à bala, tortura, mortes por encomenda, sequestros relâmpagos, assaltos a ônibus e assassinatos envolvendo, principalmente, os jovens.

-Quando as autoridades, o poder público, vão tratar esse problema com a devida seriedade? Não se pode ser omisso de forma tão irresponsável. Os exemplos são muitos, mas as formas de combate, também – afirma Andréa que é pré-candidata pelo PMDB à Câmara Municipal de João Pessoa.

Segundo ela, toda a violência que tem contribuído para que “os nossos jovens sejam dizimados pelas balas assassinas do crime organizado”, tem um centro nervoso que se chama crack. “Trata-se de uma droga, subproduto da cocaína, de baixo preço e que possui os efeitos mais nocivos à saúde e à família”.

A psicopedagoga explica que, junto com o crack, vêm os assaltos, crime organizado e, principalmente, degeneração familiar. “A droga invade todas as classes e cada uma responde de modo diferenciado. Para manter o vício as pessoas mais pobres partem para vender as coisas de casa e depois para assaltos pequenos e grandes. Os mais ricos começam vendendo seus pertences e endividando-se. Começam também a fazer assaltos, quando se veem encurraladas”.

Segundo Andréa Maranhão, no comando de tudo estão organizações e bandos de criminosos que se alimentam da venda de crack e do consumo. “Esses grupos vão ficando cada vez mais organizados e bem armados, aí começam a fazer frente à polícia. Começam a dominar regiões e em certos bairros e favelas o Estado que já era ausente fica impedido de entrar. Quando entra é recebido à bala”.

Trata-se, segundo ela, de um problema complexo e não apenas de polícia, mas também social. “A solução passa, principalmente, pela geração de emprego e renda; melhoria da educação e estruturação familiar. O Governo precisa, não apenas combater, mas também conscientizar. É o que todos esperamos”, concluiu.

 

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