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Assistentes sociais, conselheiros tutelares, profissionais da educação e outros envolvidos na rede de proteção à criança e ao adolescente terão uma semana dedicada à discussão das interferências na formação psicológica infantil causadas por pais ou responsáveis. Isso será possível por meio da Semana de Combate à Alienação Parental, que foi aberta oficialmente na manhã desta segunda-feira (25) pelo prefeito Cícero Lucena e pelo vice-prefeito Leo Bezerra.

“Temos a preocupação enquanto gestão de cuidar das nossas crianças. Perdemos o título de Prefeito Amigo da Criança mas temos certeza de que, com base em todas as ações que temos desenvolvido, iremos recuperar. Este debate, com a participação da academia, do Ministério Público e da sociedade civil, vai nos permitir trilhar o caminho certo e ter as práticas que a sociedade precisa na promoção justiça social e de respeito às nossas crianças”, afirmou Cícero Lucena.

O primeiro evento aconteceu ainda nesta segunda (25), logo após a abertura oficial. Foi uma Roda de Diálogo com o tema “Dia Internacional contra a alienação parental: da identificação ao combate”. Ao longo da semana, em diversos pontos da Capital, acontecem outros eventos como rodas de conversa nos Centros de Referência da Cidadania e nas Cozinhas Comunitárias do Município. Cada evento vai contar com psicólogos e conselheiros tutelares para mediar as dúvidas.

O promotor de Justiça, João Arlindo, falou sobre o quanto a alienação parental está presente nas suas demandas na Promotoria. “É a matéria prima do meu dia a dia. Muitos procedimentos passam, mesmo de forma indireta, pela alienação e isso foi acentuado pela pandemia”, afirmou, reforçando a importância do evento.

O reitor da UFPB, Valdiney Gouveia, parabenizou a gestão pela promoção da Semana. “Que surjam ideias e estratégias para melhorar a realidade de nossas crianças”, disse.

O secretário municipal do Desenvolvimento Social, pasta que promove a ação, garantiu que esse será apenas o primeiro de muitos temas que serão abordados ao longo do ano. “Esse é um fator que impacta na vida da criança e sua saúde psicológica. Trata-se do direito mais violado contra as crianças. Precisamos levar este tema para a sociedade, levar informação para que possam identificar e denunciar”, afirmou.

Ainda participaram da mesa de abertura a secretária executiva da Educação, Luciana Dias; a presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, Michele Madruga, o conselheiro tutelar Vinícius Araújo e a representante da sociedade civil no Conselho Municipal, Maria Sinharinha.