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Lava Jato: PF conclui inquérito que sobre caixa 2 de Cássio com a Odebrecht e caso já está com o STF

6 de junho de 2017
em Notícias
Tempo de leitura: 2 mins de leitura
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O inquérito 4386, que apura denúncia de recebimento, pelo senador Cássio Cunha Lima, de 800 mil reais em caixa 2 nas eleições de 2014, foi concluído pela Polícia Federal e remetido ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. O ministro, de imediato, despachou os autos para a Procuradoria Geral da República emitir parecer. Depois do parecer do Ministério Público, os autos voltam ao Supremo.

Em vídeo divulgado na imprensa, o ex-presidente da Odebrecht ambiental, Fernando Reis, confessa que negociou com o senador paraibano o repasse de 800 mil reais, via caixa 2, nas eleições de 2014. O dinheiro foi liberado em duas parcelas de 400 mil.

O nome de Cássio aparece na lista dos senadores que receberam dinheiro da Odebrecht. Na lista Cássio aparece com os apelidos de Trovador e de Prosador, que, segundo um dos diretores da empresa, foram dados a ele em homenagem ao seu pai, o saudoso poeta Ronaldo Cunha Lima.

Em homenagem ao Pai

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) ganhou o apelido de “Trovador” nas planilhas da Odebrecht em homenagem ao seu pai, o ex-governador e poeta Ronaldo Cunha Lima. A informação é do ex-diretor Superintendente da Bahia do grupo Odebrecht, Alexandre Barradas, em depoimento à Procuradoria Geral da República Geral da Repúbica após acordo de delação premiada.

Segundo Barradas, a doação ao então candidato a governador tinha objetivo de receber como contrapartida de realizar obra de saneamento na Paraíba, que não contava com o apoio do governador à época, Ricardo Coutinho.

Ao decidir fazer oposição a Ricardo, já em 2014, Cunha Lima sinalizou a Barradas que contava com a “ajuda” da Odebrecht. “Seria inverdade dizer que ele me pediu dinheiro, mas mostrou sua necessidade de ter a ajuda financeira”, declarou o delator.

Barradas contou que conversou “rapidamente” com Cássio em seu gabinete, no senado, entre março e abril de 2014. Os dois teria se encontrado outras três u quatro vezes, geralmente no Senado, porém a entrega da quantia, parcelada em duas vezes de R$ 400 mil, teria sido feita a um funcionário do senador chamado Luís, em um hotel de Brasília. Barradas informou ainda que o senador ganhou dois apelidos, “trovador” e “prosador”, pois o pai do parlamentar Ronaldo Cunha Lima, era um “grande poeta.”

Fonte: PBJá

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