Uma reportagem publicada pelo O Antagonista destaca a qualidade de vida, os pontos turísticos, belezas naturais e índices que elevam João Pessoa a ser uma das melhores capitais do país para se viver. Leia abaixo.
Quem assiste ao amanhecer na Ponta do Seixas, em João Pessoa, vê o primeiro raio de sol bater em todo o continente americano. A capital da Paraíba abriga o ponto mais a leste das Américas e ostenta um mar verde-esmeralda, um dos maiores índices de arborização do Brasil e três selos consecutivos de “Cidade Árvore do Mundo” pela Organização das Nações Unidas (ONU).
No verão, o amanhecer começa por volta das 4h50, quando o céu acima do mar muda do roxo profundo ao laranja vivo em poucos minutos. O fenômeno foi confirmado oficialmente em 1941, quando expedições geográficas mediram a costa paraibana e constataram que a Ponta do Seixas avança mais para o leste do que qualquer outro extremo do território nacional. Logo acima da falésia fica o Farol do Cabo Branco, construído em 1972, com 19 metros de altura e alcance luminoso de 27 milhas náuticas.
Vale a pena viver na capital onde o sol chega primeiro?
Para quem busca uma capital litorânea com ritmo desacelerado, sim. João Pessoa tem cerca de 820 mil habitantes, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e mantém uma das melhores marcas de qualidade de vida entre as capitais nordestinas, com avenidas arborizadas, orla protegida por lei contra arranha-céus e mar de águas mornas o ano inteiro.
A cidade abriga a Mata do Buraquinho, com 515 hectares de Mata Atlântica preservada, considerada a maior floresta semiequatorial nativa cercada por área urbana do mundo. A altura limitada dos prédios da orla, fixada por legislação municipal, garante que o sol e a brisa cheguem à praia até o fim da tarde, marca registrada de bairros como Tambaú, Cabo Branco e Manaíra.
Reconhecimento internacional pelo verde e pela arborização
A capital paraibana acumulou três selos consecutivos do programa Tree Cities of the World, concedido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) em parceria com a Arbor Day Foundation. O reconhecimento, anunciado pela Prefeitura de João Pessoa, certifica cidades comprometidas com a manutenção sustentável de suas florestas urbanas.
João Pessoa foi a primeira cidade do Norte e do Nordeste a receber a certificação. Para conquistar o selo, a capital cumpriu cinco critérios internacionais, entre eles ter um orçamento anual destinado à arborização e uma política de plantio comprovada. Só em 2023, foram plantadas quase 24 mil árvores nativas, e a meta da gestão municipal é chegar a 500 mil mudas plantadas até 2030.
O que fazer na cidade onde o dia começa antes?
O roteiro mistura história colonial, falésias, piscinas naturais e o centro histórico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A maioria das atrações fica concentrada entre a orla e o centro antigo, em distâncias curtas.
- Ponta do Seixas: o marco do extremo oriental das Américas, com vista panorâmica do oceano e o local ideal para ver o nascer do sol.
- Farol do Cabo Branco: erguido em 1972 sobre as falésias avermelhadas, com mirante para o encontro entre a terra e o mar.
- Estação Cabo Branco: complexo de ciência, cultura e artes projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 2008, com mais de 8.500 m² de área construída.
- Piscinas Naturais do Seixas e do Picãozinho: formações de corais acessíveis por catamarã na maré baixa, com águas mornas e transparentes.
- Centro Histórico: tombado pelo IPHAN, reúne o conjunto franciscano da Igreja de São Francisco e o Convento de Santo Antônio, em construção desde 1589.
- Mata do Buraquinho e Jardim Botânico Benjamim Maranhão: 515 hectares de Mata Atlântica nativa em plena área urbana.


