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Na vida política desde seus 15 anos, a senadora Nilda Gondim assumiu há quatro meses e meio um mandato no Senado Federal, deixado por José Maranhão em decorrência de sua morte. De lá pra cá, a parlamentar mostra produtividade com nove projetos apresentados na Casa, que beneficiam, principalmente, mulheres, crianças e idosos. No programa 360 graus desta quinta-feira (22), Nilda esmiuçou algumas de suas proposituras, além de falar sobre seus planos para o futuro. Ela manifesta desejo de aposentadoria, entretanto, está a disposição para outras possibilidades.

Das nove propostas apresentadas neste mandato, a mais polêmica delas é o Projeto de Lei nº 2.439/2021, que dispõe sobre a dispensa por justa causa do empregado que se recusar ao recebimento de imunização, mediante vacina, contra doenças endêmicas, epidêmicas ou pandêmicas. A senadora foi duramente atacada pelas redes sociais pelos negacionistas da vacina. Diante da pandemia da Covid-19, Nilda afirma que seu objetivo foi despertar as pessoas para a importância da imunização. “Só a vacina salva”, declara.

“Eu sei que estou incomodando. E quando apresentei esse projeto os nossos assessores disseram ‘é um projeto polêmico’ mas eu disse que não tenho porquê não apresentar. O meu objetivo é despertar as pessoas de que só a vacina salva. Já tem jurisprudência do Supremo dizendo que é obrigação de todos se vacinarem. Não existe outro remédio, não existe outro meio se não a vacina. Todos nós temos que nos vacinar”, ressalta.

A senadora critica Jair Bolsonaro e atribui a ele as quase 550 mil vidas brasileiras perdidas para o coronavírus. A parlamentar é categórica ao dizer que o presidente foi negligente quando postergou a compra de vacinas contra a doença. “Nós estamos com 550 mil pessoas vítimas da Covid no Brasil exatamente pela negligência do senhor presidente que evitou comprar as vacinas”, expôs.

Ainda falando de sua atuação parlamentar, Nilda Gondim destinou R$ 34 milhões em emendas para Campina Grande, voltadas para a construção do Centro de Convenções da cidade. Mesmo sendo oposição ao prefeito Bruno Cunha Lima, a senadora não mede esforços para angariar benefícios para a Rainha da Borborema. Ela lembra de um episódio ocorrido na época em que exercia mandato como deputada federal, quando enviou para o São João de Campina uma emenda de R$ 300 mil. O então prefeito, Romero Rodrigues, não usou a verba por ter sido encaminhada por ela. Em outro episódio, seis vans equipadas encaminhadas pela parlamentar à instituições de caridade também foram esquecidas por Romero. Após insistência, o gestor liberou os automóveis – porém, não para as entidades designadas por Nilda.

“É um governo do ódio. Eu espero que não aconteça com Bruno o que aconteceu com Romero Rodrigues. Eu espero que ele aceite. Pelo menos ele está procurando agora o governador. Eu acho que a nossa obrigação, como político, como representante do povo é levar emenda, não para o prefeito mas para a cidade”, pondera.

Para o futuro, Nilda Gondim procura a calmaria. Em seus planos, não está incluída a reeleição para o Senado, pretendendo fazer desse mandato o seu último. Nesse um ano e meio que resta, ela almeja uma grande atuação, como se estivesse na Casa há 4 anos. Mas seus desejos pessoais podem não ser atendidos pois, como política, está à disposição do seu partido e, principalmente, do seu povo.

“Eu quero fazer de um ano e meio quatro anos, como fiz como deputada federal. Eu quero me despedir com esse mandato. Mas eu digo sempre que, às vezes a gente como política não se governa, não faz a vontade que a gente quer. Eu quero respirar o ar puro da fazenda Campo de Boi que eu amo, os animais que quero um bem profundo. É uma vida que eu não tive até então. Não é brincadeira, vivo na política desde 15 anos de idade. Então você veja quanto tempo eu permaneço na política”, avalia.

A política está no sangue da família. Filha de Pedro Gondim, ex-governador da Paraíba, foi casada com Vital do Rêgo, outro célebre político paraibano. É mãe do senador Veneziano Vital do Rêgo e de Vital do Rêgo Filho, ministro do Tribunal de Contas da União.

Assista à entrevista completa de Nilda Gondim: