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A deputada alemã Beatrix von Storch, que é neta do ministro das Finanças de Adolf Hitler, Lutz Graf Schwerin von Krosigk, revelou nesta segunda-feira (26) que conversou por uma hora com Jair Bolsonaro. O encontro teria acontecido na semana passada e não consta na agenda oficial do presidente.

Beatrix von Storch, integrante do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha, publicou fotos da reunião em suas redes sociais. Na “conversa de uma hora” com Bolsonaro também estava presente o seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Numa das fotos publicadas, a deputada alemã aparece ao lado do presidente diante de imagens das “motociatas” realizadas por ele em cidades brasileiras. Em outra, ela entrega uma peça de arte de presente para o brasileiro.

Também é possível ver imagens dos dois à mesa com Eduardo, o marido da alemã, Sven Andreas von Storch, o deputado estadual Gil Diniz, conhecido como “Carteiro Reaça”, e outros dois convidados, além do ajudante de ordens do presidente, o tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid.

Procurada pela coluna Radar, da Veja, a Secom ainda não informou a data do encontro e nem o motivo pelo qual a audiência foi omitida da agenda oficial.

No texto, escrito em alemão, Beatrix von Storch diz estar mantendo conversas com políticos conservadores para angariar aliados para o seu partido – conhecido por defender ideias racistas, xenófobas e antissemitas.

Ela contou que, na conversa com o presidente, pôde discutir a situação das duas nações e ficou profundamente impressionada pelo entendimento de Bolsonaro sobre os problemas na Europa e os desafios políticos dos nossos tempos.

A alemã ainda citou a última passagem do aliado brasileiro pelo hospital, que segundo ela foi resultado da tentativa de assassinato sofrida por ele, e disse que Bolsonaro parecia controlado, determinado e cheio de confiança.

Beatrix também apontou que o presidente é humilde, bem humorado e amigável, em contraste com o que é retratado pela grande mídia.

Ela concluiu o texto dizendo que o Brasil é uma potência emergente que, juntamente com os Estados Unidos e a Rússia, pode ser um parceiro estratégico global da Alemanha para construir o futuro.

Com informações da coluna Radar para a Veja.