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Mulher tenta provar há sete anos para o governo que está viva

22 de setembro de 2017
em Notícias
Tempo de leitura: 2 mins de leitura
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Mulher tenta provar há sete anos para o governo que está viva

Uma espanhola encara há sete anos o desafio de provar que não morreu. Natural de Sevilha, Juana Escudero Lezcano, de 53 anos, consta como morta para a administração pública depois que uma mulher de mesmo nome, sobrenome e data de nascimento foi enterrada no cemitério de Málaga. O jornal “El País” reporta que, desde 13 de maio de 2010, ela tem problemas, por exemplo, para renovar carteira de habilitação, ir ao médico e se regularizar com a Receita Federal e a Previdência Social.

Na Receita, Juana ainda soube que poderia ser acusada de usurpação de identidade. Quando ficou viúva, em 2011, precisou apresentar uma fé de vida para tirar os documentos. Ao “Diario de Sevilla”, a espanhola contou que descobriu que “estava morta” ao dar entrada na emergência de um hospital.

“Quando (a médica) colocou meu nome no computador, eu aparecia como morta. Virou a tela para me mostrar. Falecida. Era o que estava escrito. Claro que a mulher me atendeu porque sabia que o meu caso era urgente. E me falou para cuidar disso depois”, relatou.

Em princípio, Juana achou que resolveria facilmente, que seria apenas um erro de digitação. Mas a declaração da morte chegou a ser publicada no Boletim Oficial do Estado, o que ocorre quando parentes não são encontrados. O cemitério avisava que, por falta do pagamento da cota de manutenção, desocuparia o nicho em que ela “estava”.

A sevilhana cogita que tenha sido confundida com uma irmã, de quem não tem notícias. Juana espera agora que um juiz de Málaga a permita receber informações sobre a mulher enterrada. Ela se dispõe a fazer exames de DNA para provar que não morreu.

“Para os computadores do Estado estou morta, mas para os bancos estou vivinha da silva”, frisou ao “El País” a espanhola, que paga sem obstáculos os empréstimos, a hipoteca e o seguro de vida.

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