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Morte do cronista Carlos Romero é lamentada nos meios culturais

7 de janeiro de 2019
em Paraíba
Tempo de leitura: 2 mins de leitura
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Morte do cronista Carlos Romero é lamentada nos meios culturais

Será hoje à tarde, no cemitério Senhor da Boa Sentença, em João Pessoa, o sepultamento do cronista Carlos Augusto Romero, que faleceu, ontem, às 18h40 no hospital Nossa Senhora das Neves, de causas não reveladas. A notícia foi confirmada pelo filho Germano Romero em rede social, com o registro de que o considerava “um exemplo inenarrável de ser humano puro, amigo, humilde e incondicionalmente solidário”. Nascido em Alagoa Nova em 10 de junho de 1924, Carlos Romero teve intensa atuação nos círculos intelectuais do Estado, sendo colaborador dos principais jornais como “A União”, onde dirigiu o suplemento literário “Correio das Artes”, “Correio da Paraíba” e o extinto “O Norte”.

Casado em primeiras núpcias com Carmem Coeli e em segundas núpcias com Alaurinda Padilha, Carlos Romero estudou Humanidades no tradicional Lyceu Paraibano, quando era criança. Em 1942, foi convocado pelo Exército para defender o Brasil na Segunda Guerra Mundial nos campos da Itália, tendo retornado em 1945 e retomado os estudos, graduando-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal de Alagoas. Posteriormente, especializou-se em vários ramos do Direito no âmbito da Universidade Federal da Paraíba. Exerceu atividades na magistratura, sendo nomeado, por concurso, juiz substituto da comarca de Santa Rita e promotor em outras jurisdições.

Carlos Romero foi, também, professor da Universidade Federal da Paraíba, integrante do Conselho Estadual de Cultura, um dos fundadores da Orquestra Sinfônica da Paraíba e expoente da Academia Paraibana de Letras. Seu primeiro livro, intitulado “A Dança do Tempo”, alcançou notável repercussão nos meios culturais paraibanos, abrindo portas para uma coletânea de livros sobre os mais diferentes assuntos ou temas da vida e do cotidiano. O jornalista Petrônio Souto, que foi superintendente do jornal “A União”, destaca que Carlos Romero foi uma referência na história da crônica literária no Estado e no país.

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