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Justiça concede liberdade à mulher que assassinou homem que a perseguia

20 de janeiro de 2021
em Destaque2
Tempo de leitura: 2 mins de leitura
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Justiça concede liberdade à mulher que assassinou homem que a perseguia

Nesta quarta-feira (20), a juíza Francilucy Rejane de Sousa Mota concedeu liberdade à Maria Alcione, presa nessa terça-feira (19) após assassinar um homem no bairro de Mangabeira, em João Pessoa. Segundo Alcione, a vítima Wanderley Santos Cavalcante, a teria estuprado e assassinado seu marido.

Na tarde desta quarta, o advogado Getúlio Souza esteve na Penitenciária Feminina Júlia Maranhão para providenciar a liberação de Alcione, que ficará em liberdade sem uso de tornozeleira eletrônica, devendo apenas permanecer em casa no período da noite.

De acordo com informações, Maria Alcione era perseguida há um ano pelo homem que ela acusa tê-la estuprado. Ela confessou o crime e disse que agiu em legítima defesa.

Em depoimento ao delegado Ademir Fernandes, Maria Alcione revelou que Wanderley matou seu marido, Luciano, em uma briga. Os dois eram amigos. Nessa época, ela já havia sido estuprada por Wanderley.

Há um ano, Alcione vinha sendo perseguida por Wanderley. Ele dizia que, se percebesse que os filhos dela estavam indo vingar a morte do pai e o estupro dela, iria matá-la. “Ele apareceu e começou a ameaçar, de um ano para cá. Ficava intimidando ela. Dizendo que se os filhos dela fossem atrás dele para vingar a morte do pai, se descobrissem de estupro que ele cometeu, ele ia matar ela. Ela não aguentava mais. Tomava remédio controlado por causa dele. Ela não aguentou, comprou a arma e matou”, explicou o delegado.

Maria Alcione era cercada no próprio local de trabalho, numa área de lanchonetes em frente a um shopping de Mangabeira. “Ele vivia lá. Faz um ano. Estava guardando carro próximo de onde ela trabalha”, informou Ademir.

Na tarde da terça, ela foi levada para a Penitenciária Feminina Júlia Maranhão. O delegado da acusada foi procurado para esclarecer se o crime de Maria Alcione será considerado legítima defesa. Ele disse que não, mas que as circunstâncias devem atenuar a pena pelo homicídio praticado por ela.

Com 10 filhos, sendo três adotivos, Maria Alcione recebeu um abraço da filha mais velha ainda na delegacia.

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