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O deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB), filho do ex-senador Cássio Cunha Lima (PSDB), se posicionou a respeito da abertura de um impeachment contra Jair Bolsonaro (sem partido). Pedro, que indicou seu cunhado, Evaldo Cavalcanti da Cruz Neto, para a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), declarou ser contrário ao impeachment do presidente, destacando que o processo desestabilizaria o país. Sua posição é contraditória, visto que em 2015 deu voto favorável ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Para Pedro, votar a favor de um processo contra Bolsonaro, serviria como “instrumento para desestabilizar o país”. Recentemente, o filho de Cássio justificou a indicação do cunhado, Evaldo Cavalcanti da Cruz Neto para a Sudene, argumentando que se mantém independente do governo Bolsonaro.

O deputado federal paraibano afirmou saber que existe uma fiscalização, uma crítica muito grande a uma cultura no Brasil de preenchimento de cargos em troca de apoio político. “Na conversa com o próprio ministro, foi o ministro que veio me perguntar se havia alguma indicação, isso ficou muito claro que nossa independência está mantida”, dizia à época da indicação.

O cunhado de Pedro e genro de Cássio Cunha Lima, Evaldo Cavalcanti da Cruz Neto, é neto do ex-prefeito de Campina Grande, Evaldo Cavalcanti da Cruz. Antes da Sudene, ele atuava como consultor na área de direito administrativo. Cássio já foi superintendente da Sudene durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

Contradição – Em dezembro de 2015, o então deputado federal Pedro Cunha Lima, votou com o aval do seu pai, que exercia mandato de senador na época, favoravelmente ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, sem nada citar no seu voto algo que poderia desestabilizar o Brasil.