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‘Essa história de petista e anti-petista vai matar o país’, diz Ciro

25 de setembro de 2018
em Notícias
Tempo de leitura: 2 mins de leitura
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O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, disse que a polarização política irá “matar o país”. Em evento na noite desta segunda-feira (24) com artistas em um teatro na Gávea, zona sul do Rio, Ciro buscou emplacar o discurso da terceira via e disse que vê com pessimismo o fato de dois candidatos de espectros políticos opostos como Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), liderando as pesquisas de intenção de voto.

“Essa história de petista e anti-petista vai matar o país”, disse. “Eu tenho legitimidade e autoridade para desarmar essa bomba”.

Para sustentar seu ponto a uma plateia de artistas identificados com a esquerda do Rio, Ciro mencionou o exemplo local do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) na eleição a prefeito em 2016, em que perdeu para o agora prefeito Marcelo Crivella (PRB).

“O maior eleitor do Crivella foi o Freixo”, disse Ciro, referindo-se ao fato de parte do eleitorado ter supostamente votado no Crivella com medo de um possível governo radical do socialista.

Ciro chegou a fazer mais uma crítica ao PSOL ao defender a escolha de Katia Abreu (PDT) como vice após questionamento da plateia.

“Reposta malcriada: [escolhi a Kátia Abreu] porque não sou o Freixo”, disse ele que reforçou que buscou na vice uma representante do setor produtivo e que também fosse alguém que agregasse visões diferentes à campanha classificada por ele de “centro-esquerda”.

“Fica uma postura [do PSOL] de ‘somos limpos, puros, intransigentes e não botamos a mão na massa'”, disse.

Ele lembrou ainda que o candidato Fernando Haddad (PT) perdeu a reeleição à Prefeitura de São Paulo no primeiro turno e chamou o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, de um “testa de ferro, um laranja de muita coisa ruim”. Entre os presentes ao ato de campanha estavam Caetano Veloso, Ney Matogrosso e Alcione. Com informações da Folhapress.

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