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Essa eu deixei pra contar só agora, que é para provocar muita gargalhada e levantar o astral de todo mundo nesse final de semana, pois nem sempre a crônica política tem a oportunidade de relatar coisas amenas ou hilárias.

O dia amanheceu em Itaporanga e o povo da cidade em festa se preparou para comemorar seus 149 anos de emancipação política. Como é de praxe, a cidade virou a Meca da política e em ano de eleição estadual a coisa é potencializada ao cubo.

Uma semana antes o contingente do 13BPM foi alertado de que o governador poderia vir e que seria emitido um alerta para quem tivesse de serviço ir recebê-lo na entrada da cidade com toda aquela pompa, sirenes e giroflex ligados.

A noite da véspera do dia da festa chegou e nada do Palácio confirmar a viagem de Ricardo e todos foram dormir na dúvida. Mas eis que o dia amanheceu e quando RC soube em João Pessoa que seu concorrente já estava a caminho e com entrevista marcada na imprensa, saltou da cama lá na Granja Santana e embarcou para Itaporanga.

Alertado pelo Comando Geral da PM o contingente de Itaporanga se mobilizou as pressas e foi ao lugar combinado para receber e desfilar com o comboio pela cidade.

Foi aí que o fato mais hilariante da festa de emancipação de Itaporanga aconteceu. Sob o comando do major Jurandy o destacamento ficou a espreita na entrada da cidade e quando viu o primeiro comboio político passou a fazer a escolta pelas ruas da cidade até as imediações do Banco do Brasil, onde o “governador” Veneziano desceu do carro meio sem entender o “prestígio” da escolta, mas educadamente com um aceno agradeceu e só aí o comandante viu a gafe que havia se envolvido com o seu pessoal e deu ordens para que voltassem com urgência à entrada da cidade para receber Ricardo Coutinho.

E é aí que a jurupoca começa a piar. RC já tinha entrado na cidade como um cidadão comum e desceu sem nenhuma pompa em frente ao prédio da Prefeitura de Itaporanga, acompanhado de perto apenas por sua escolta descaracterizada.

Erros acontecem e a PM de Itaporanga não merece ser punida pelo equívoco. Esse acontecimento revela ainda que houve improviso na visita do governador a cidade e que tudo foi acionado de última hora, quando o Palácio da Redenção ficou sabendo que o Cabeludo estava comendo mingau pelas beiras em Itaporanga.

Detalhe: o governador fez questão de seguir a risca os passos do oponente. Foi onde ele foi, mas perdeu o direito à escolta na alvorada festiva dos 149 anos daquela cidade polo.

– Se Veneziano ganhar pode mudar o nome do nosso batalhão para Mãe Diná – disse um PM bem humorado, mas prevendo retaliação por conhecer o estilo perseguidor do comandante em chefe.