Os discípulos de Pinóquio preparam o arsenal para fazer desse primeiro de abril inesquecível.
Os caras são criativos, veementes, juram e até apostam, acreditando nas próprias invenções.
De certa forma, são humoristas e ao mesmo tempo dramaturgos, pois fazem rir e chorar.
A mentira é como uma pimenta, que tempera e bota fogo numa realidade bucólica. Querem os mentirosos um mundo mais fantástico.
Mentiroso que é mentiroso aposta até a mãe e morre distorcendo a verdade, como a protestar contra o roteiro real da vida banal.
Os mentirosos nascem, crescem, mentem, se reproduzem e morrem. Mas podem ressuscitar no primeiro de abril.
Dércio Alcântara



