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Início Brasil

Destruição do PSDB é consequência política do ‘golpe’, diz Dilma

12 de dezembro de 2017
em Brasil
Tempo de leitura: 2 mins de leitura
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A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou nesta segunda (11) que “a destruição do PSDB e o surgimento da extrema direita foram consequências políticas não previstas do impeachment, que chamou de golpe.

“O que estava previsto no cardápio era a destruição do PT e do presidente Lula”, disse.

Dilma falou em reunião da comissão extraordinária de mulheres da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Do lado de fora, membros de movimentos de esquerda e de direita se enfrentavam no grito.

O grupo Patriotas, que apoia o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), e o MBL estavam presentes.Sempre falando sobre os articuladores do impeachment, Dilma disse que subestimaram a instabilidade e o conflito entre Poderes que se seguiram.

“Se é possível tirar uma presidente da República, tudo é possível”, afirmou. Segundo a ex-presidente, o impeachment acertou além do que mirou e foi preciso “tentar dar um jeitinho”. “Às vezes as malas impedem o jeitinho, ele dá errado”, disse referindo-se a acusação de corrupção contra o presidente Michel Temer (PMDB).

A ex-presidente criticou diversas vezes a ação da Polícia Federal na Universidade Federal de Minas Gerais na última semana.

“Abriram a caixa-preta e soltaram os monstros da intolerância, da escola sem partido, da invasão da UFMG”, disse.

ELEIÇÃO

A respeito da eleição do próximo ano, que Dilma chama de terceiro ato do golpe, disse que “tinha uma pedra no meio do caminho, ela se chama Lula.

A petista voltou a dizer que a condenação do ex-presidente Lula na Lava Jato, que se confirmada em segunda instância pode tirá-lo da eleição, é uma perseguição política.

“Quem quer um plano B é quem não tem candidato e não tem coragem de concorrer com ele. Quem tem medo do plano A é que quer plano B.”

Com informações da Folhapress.

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