Antes de ganhar rosto, voz e movimento nas redes sociais, Madá nasceu na escrita. Criada pela atriz e comunicadora Luma Vidal, a personagem tem origem no hábito de escrever diários, iniciado aos 10 anos, e na paixão pelos romances de banca, especialmente a coleção Sabrina, conhecida por suas histórias de amor curtas e envolventes.
Inicialmente, Luma imaginou Madá como protagonista de um livro inspirado nesse universo literário. A obra não chegou a ser publicada, mas a personagem permaneceu nos textos e na imaginação da criadora.
Em 2026, a popularização dos microdramas verticais e o avanço da inteligência artificial abriram um novo caminho para a história. Assim surgiu “Contos da Madá”, projeto autoral que combina dramaturgia, narrativa seriada e estética cinematográfica em episódios curtos para as redes sociais.
“Os romances de banca também eram histórias envolventes, diretas e feitas para você consumir rapidamente e querer continuar. Mudou o formato, mas existe uma essência muito parecida”, explica Luma.
Ficção com elementos da vida real
Uma das propostas do projeto é aproximar o universo ficcional de Madá da vida pessoal da atriz. Nos próximos episódios, amigos, familiares e colegas de profissão poderão participar das histórias, interpretando personagens como garçons, personal trainers e atendentes de lojas.
Lugares, objetos, marcas e outras referências do cotidiano de Luma também poderão aparecer na narrativa. A intenção é criar pequenas surpresas para o público e estabelecer conexões entre as histórias inventadas e as experiências reais da criadora.
Quem é Madá
Romântica, intensa e bem-humorada, Madá acredita no amor e continua em busca do seu “felizes para sempre”. Ao mesmo tempo, é independente, segura de si e protagonista da própria história.
Seus encontros, desencontros e expectativas amorosas dão origem a situações que misturam romance, humor e identificação com o cotidiano.
A inteligência artificial é utilizada para transformar os textos de Luma em cenas audiovisuais, com personagens e ambientes desenvolvidos sob sua direção criativa. A participação de atores reais deve acrescentar novas camadas à experiência.
Da banca para a tela do celular
A trajetória de Madá atravessa diferentes formas de contar histórias. Inspirada nos romances de bolso, a personagem nasceu na escrita e encontrou nos microdramas e na inteligência artificial uma maneira de chegar às telas.
Para Luma, a tecnologia amplia as possibilidades de produção, mas a conexão com o público continua sendo o elemento central.
“A IA me deu a possibilidade de transformar em imagem algo que existia na minha cabeça e nos meus textos. Mas a tecnologia sozinha não cria vínculo com o público. No final, continuamos querendo a mesma coisa que eu queria quando abria um Sabrina na adolescência: nos apaixonar pelos personagens, torcer por eles e descobrir se aquela história vai terminar com um felizes para sempre.”
Para Madá, essa resposta ainda depende dos próximos capítulos.




