O assessor de comunicação da Casa Branca, Jason Miller, confirmou que providenciou o jatinho particular utilizado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua família para viajar aos Estados Unidos. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal The New York Times e confirmada por Miller ao portal Metrópoles.
O presidente norte-americano Donald Trump também autorizou pessoalmente a entrada de Flávio, da esposa e das duas filhas no país, por meio de uma autorização migratória temporária, válida por até um ano.
Como ocorreu a fuga
Segundo o New York Times, a operação contou com a participação de Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, que manteve contato com Jason Miller para organizar o deslocamento.
A viagem ocorreu após a Polícia Federal determinar a entrega dos passaportes de Flávio, em meio a investigações sobre suspeitas de irregularidades financeiras. O senador deixou o Brasil por terra, atravessou a fronteira com a Argentina e embarcou em um jatinho particular que fez escala no Equador antes de chegar a Miami, na quarta-feira (28).
O transporte custou aproximadamente US$ 140 mil. Ainda não há confirmação sobre quem pagou pela aeronave, apesar da confirmação de que Miller providenciou o voo.
PF investiga saída do país
A Polícia Federal investiga as circunstâncias da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. Segundo a corporação, não há registro oficial da viagem. Também existem questionamentos sobre o possível uso de um passaporte diplomático já cancelado no desembarque nos Estados Unidos.
Trump autorizou permanência nos EUA
A autorização concedida pelo governo Trump permite que Flávio e seus familiares permaneçam nos Estados Unidos por até um ano. Segundo o jornal americano, o governo também considera acelerar um eventual processo de concessão de residência permanente ao senador, por meio do chamado green card.



