Me digam o nome da cigana, pastor, padre ou babalorixá que teria dito que o destino de Bruno Cunha Lima é a política que é para eu nem pisar na porta da igreja, terreiro ou comunidade.
Bruno é um bom rapaz, mas na política poderia ser o quinto trapalhão e fazer companhia a Didi, Dedé, Muçum e Zacarias nos bons tempos ou no upgrade do elenco.
Acredito que humilde como é, o bom rapaz deverá sair à francesa para um lugar mais adequado aos seus horários, manias e patamar.
Homem invisível, o bom rapaz consegue a proeza de não ser cotado pra nada e caminhar sem ser notado em meio a multidão.
Restando-lhe ainda dois anos para submergir e voltar a ser pessoa anônima, tem a virtude de ser honesto e o vício de achar que todo mundo está errado e só ele certo.
Dércio Alcântara



