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Utilizada no programa do apresentador Sikera Jr. para hostilizar quem é assassinado, geralmente, por um grupo inimigo, a foto aumentada de um CPF com uma tarja em vermelho onde lê-se “cancelado” é alvo de divertimento para alguns, mas de crítica para a maioria.

Neste domingo (25), uma série de políticos de oposição ao presidente Jair Bolsonaro foram às redes sociais criticar uma fotografia em que Bolsonaro aparece junto ao apresentador Sikêra Jr. Na foto, ambos seguram a réplica aumentada do “CPF cancelado”. Internautas também se manifestaram contra o registro, tornando o assunto um dos mais comentados no Twitter.

Os ministros Milton Ribeiro (da Educação) e Gilson Machado (do Turismo) também aparecem no registro, realizado durante a visita do presidente Bolsonaro aos estúdios da TV A Crítica, de Manaus (AM). Durante a entrevista, divulgada pelo ‘Alerta Nacional’, o presidente ainda fez comentários homofóbicos e xenofóbicos,  do tipo “Esse queima ou não queima?” (disse sobre um assistente de produção do programa), além de imitar a fala do ex-presidente Lula ao ver o personagem Jumento, que faz parte da equipe de estúdio do programa, que usa durante as gravações uma máscara que imita a cabeça de um jumento. “Companheiro, companheiro”, disse Bolsonaro, repetindo o bordão do petista, com dedo indicando o Jumento e rindo alto.

Para os críticos, o presidente errou ao tirar a fotografia não só por seu cunho violento, mas no contexto da pandemia de covid-19, que já ceifou a vida de mais de 389.492 brasileiros.