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Mais uma marca triste para a conta do Brasil. Nas últimas 24 horas, o país registrou o maior número de casos confirmados da Covid-19 a nível mundial, superando os Estados Unidos e se consolidando como o pior cenário da expansão do novo coronavírus.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 59,9 mil novas infecções foram registradas no Brasil no período de 24 horas enquanto nos EUA, foram 57,8 mil.

As informações são divulgadas pela agência baseadas nos números oficiais submetidos por cada um dos países. Devido ao trabalho de reunir dados de mais de 190 países, o cálculo da OMS conta com um atraso em comparação a outros mapeamentos do vírus por entidades privadas ou institutos de pesquisa.

Numa contagem semanal, o Brasil também caminha para superar os EUA. Foram 389 mil novas infecções no Brasil em sete dias, contra 448 mil nas cidades americanas. Em dezembro, os americanos registravam 1,6 milhão de novos casos.

Em relação aos números totais da pandemia, o Brasil segue na terceira posição, com 10,6 milhões de casos, contra 11,1 milhões na Índia e 28,4 milhões nos EUA.

Em termos de mortes, o Brasil está na segunda colocação em números diários. Na terça-feira (02), o Brasil registrou um total de 1,7 mil mortes, o maior número em 24 horas desde o início da pandemia. Na quarta-feira (03), mais um recorde foi batido, com 1,8 mil casos.

No seu informe epidemiológico semanal divulgado da terça-feira, a agência alertou que o Brasil ia na contramão do mundo, com um salto no número de mortes no período entre 21 e 28 de fevereiro, enquanto a média global estava em queda.

Nos sete dias até o dia 28 de fevereiro, o Brasil somou 8070 mortes, mais de 12% de todos os mortos no mundo. De cada quatro vítimas mortais no continente americano, uma é brasileira. O aumento no Brasil em uma semana foi de 11%, em comparação aos sete dias anteriores.

Em dezembro, o Brasil registrava 5,8 mil mortes por semana. Em meados de janeiro de 2021, foram cerca de 6,7 mil vítimas fatais. No final do mês, a taxa tinha atingido 6,9 mil.

Mas a tendência brasileira vai no sentido contrário da Alemanha, com queda de 24%, e do Reino Unido, com recuo de 32%. Nos EUA, a expansão foi de apenas 1% e o país continua a liderar no ranking global, com 14 mil mortes na semana.

No final da semana passada, o chefe de operações da OMS, Mike Ryan, havia comentado a situação brasileira e indicado que o destino da pandemia no Brasil seria relevante para o mundo e classificou a crise no país de “tragédia”.

As informações são da coluna de Jamil Chade para a UOL.