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O sentimento é a emoção do momento e quando ele impera faz a solidariedade aflorar e aí os contrários se unem na dor, como acontece desde o segundo seguinte ao anúncio da morte do poeta Ronaldo Cunha Lima.

Apesar dos espíritos de porco de duas candidatas ligadas ao governador Ricardo Coutinho, Estelizabel em João Pessoa, e Polyana, em Pombal, que ignoraram o luto de três dias e foram às ruas com atividades de campanha, a Paraíba parou para reverenciar o ex-governador.

No Palácio da Redenção Cássio, Maranhão e Ricardo ocuparam o mesmo metro quadrado para o último adeus; sob a Pirâmide do Parque do Povo desde o sábado havia uma sinergia entre a família Cunha Lima e o prefeito Veneziano, a quem coube organizar o cortejo na terra que Ronaldo amava e era muito mais amado.

Aliás, Veneziano abriu o São João deste ano homenageando o poeta, que lá esteve representado pelo filho Savigny.

Quis o destino que Ronaldo deixasse para depois dos 30 dias de festa o anuncio de que estava se despedindo. Coisa de quem tem sensibilidade e, até no leito de morte, fez opção pelo gosto popular.

Como disse a Elba quando foi aconselhado a deixar de lado o cigarro: a vida pode ser comprida ou larga.

Pela estatura de sua participação na história a vida de Ronaldo foi larga e comprida, pois sua verve lhe tornou imortal.

Neste instante acontece um show pirotécnico no céu. E a todos peço agora que olhem para o céu e vejam como Ronaldo está lindo lá no paraíso ao lado de Vitalzão, Asfora, Mariz e Humberto Lucena.