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O senador Raimundo Lira vinha passando manteiga em venta de gato e vivia na maciota , até a matéria da Folha revelar que estava no azeite extra-virgem do Palácio da Alvorada.

A partir de agora o voto que Lira tem que conquistar para qualquer cargo que venha a disputar,  lhe custará os olhos da cara.

Um homem muito rico, mas que sempre deixou claro que separa o privado do público, Lira estava pegando garapa nos quatro cantos do estado, levando deputados, prefeitos e vereadores na conversa.

No entanto, quando a Folha de São Paulo revelou que ele recebe 1 milhão de reais por mês só das demandas junto ao governo Temer e salários e vantagens agregadas ao cargo de senador, a pancada do bombo mudou.

Passou a ser chamado de “Lira Garapão ” nas redes sociais e as suas próximas visitas às bases custará muito mais do que suas viagens semanais de jatinho à Miami.

“O dinheiro do homem é como orelha de freira. Ninguém ver a cor”, me disse um prefeito.

Essa fonte me contou que no sertão as lideranças ligadas a Lira, e que esperam que ele seja a chuva de 2018, já fazem uma conta muito fácil de se entender, conforme mostro abaixo:

48 x 1 = 48 milhões.

Entenderam? Vou explicar: Lira vem recebendo 1 milhão por mês entre salários de senador, vantagens agregadas e o aluguel de 300 mil de um móvel locado ao poder público. Logo, 4 anos de mandato x 1 milhão totalizará 48 milhões.

“Lira Garapão” perdeu o discurso e não conseguirá mais passar manteiga em venta de gato.

Encontraram marca de batom em sua samba canção. Ou dá ou desce!

Dércio Alcântara