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O Correio Debate desta segunda feira parecia que iria ser tão gelado quanto o clima nesse momento nos EUA, pois o senador Raimundo Lira era o entrevistado e o doutor Roberto Cavalcanti desceu ao estúdio para fazer da entrevista uma confraternização.

De repente, meio que sem querer, talvez, ele deixou escapar que lhe tomaram a eleição de 1994 na mão grande.

Sagaz, Fabiano notou e imprensou o senador:

– O senhor está dizendo que foi o grupo Cunha Lima quem fraudou a eleição que o senhor perdeu para Ronaldo e Humberto lá em Campina?

Sem querer polemizar e com o estilo manteiguinha de sempre, o bionicão cortou por dentro, botou panos quentes e remendou:

– Eu disse que todos os institutos de pesquisa apontavam a minha reeleição e onde eu deveria ter ganho por 70 mil votos acabei perdendo por 30 mil.

Lira disse sim que houve fraude na apuração manual e ainda lembrou que naquela época o voto era em cédula de papel e não existia a segurança da votação biométrica.

MOSCA AZUL E JATINHO INTERCONTINENTAL

O senador do PMDB, que de uns dias para cá foi mordido pela mosca azul e teria decidido disputar uma vaga em 2018 contra Cássio, provavelmente, pois faz questão de dizer que gostaria de compor chapa com RC, alfinetou os Cunha Lima afirmando que o seu estilo diferente estava incomodando e foi prejudicado por uma fraude na apuração.

Como não poderia perder a oportunidade para esnobar sua riqueza, Lira confirmou que comprou um jatinho. Brincou que era para viajar pela Paraíba, mas esqueceu que afora João Pessoa e Campina não existem outros campos onde pousar com avião turbinado.

Poderia ter sido sincero e ter dito que era para as suas viagens entre Orlando e Brasília, onde faz ponte aérea semanal para bater o ponto no Senado.

A Paraíba…só de vez em quando. Será que Lira tá falando sério ou delirando?