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Secretário de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, Filipe Sabará, que é filiado ao partido Novo, foi entrevistado no último dia 14 para uma reportagem do jornal SBT Brasil, do SBT, sobre o novo programa Alimento para Todos. Como parte do projeto, a Prefeitura de São Paulo distribuirá alimentos granulados, processados a partir de produtos próximos ao vencimento, para combater a subnutrição da população de menor poder aquisitivo.

Convidado pela jornalista a experimentar o produto, Sabará mastiga o alimento granulado, faz cara de quem não gostou, mas, ao ser questionado sobre o que achara, desconversou: “Vai do gosto de cada um. Mas se a pessoa está passando fome, e isso vai fazer com que a fome deixe de existir, eu prefiro que a pessoa tenha isso do que passe fome ou venha até a morrer de fome.”

Espécie de ‘ração humana’, o produto foi criticado por entidades, como o Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região, por supostamente contrariar os princípios do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e do guia alimentar para população brasileira. Segundo o órgão, a proposta desrespeita “avanços obtidos nas últimas décadas no campo da segurança alimentar e no que tange às políticas públicas sobre as ações de combate à fome e desnutrição”.

Ao tomar conhecimento das críticas, o prefeito João Doria (PSDB), que estava em Milão, na Itália, atribuiu o descontentamento de especialistas à “total falta de conhecimento” sobre o projeto. “Aquilo foi desenvolvido por cientistas. É um trabalho de anos. Foi submetido à prefeitura com todo o respaldo de cientistas (…). O alimento utilizado é o mesmo que os astronautas consomem quando vão em missões espaciais”, afirmou.

 

Fonte: Veja