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Um dia após o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), fazer um pronunciamento na tribuna do Senado Federal, alertando para onda de insegurança na Paraíba, o Ministério da Justiça divulgou uma pesquisa que atesta a má gestão pública no país e a escalada da violência na Paraíba.

A pesquisa comprovou em números e dados científicos o que a sociedade já desconfiava. A segurança pública do País “sofre de graves problemas de gestão” e é aplicada “de forma empírica” e muitas vezes caótica nos Estado.

Os dados das pesquisas revelam profunda disparidade na estruturação da segurança dos Estados, nas condições de trabalho e nas ações de enfrentamento ao crime. As pesquisas As pesquisas, divulgadas pela primeira vez em conjunto, fazem parte do Sinesp (Sistema Nacional de Estatísticas em Segurança Pública e Justiça Criminal), que vai balizar a definição de políticas públicas no País de agora em diante, cita a Paraíba de forma preocupante.

De acordo com os dados, a Paraíba está mal preparada para enfrentar a criminalidade. Prova disso é que no Estado existe apenas 1 colete para cada quatro policiais. A Paraíba também está entre os Estados cuja polícia não tem acesso a Internet. O Sucateamento da polícia técnica é outro dado da pesquisa que atesta o quanto a Paraíba precisa avançar no campo da segurança. “São dados preocupantes que atestam o apelo que fizemos na tribuna do Senado” lamentou Vital.

Em seu pronunciamento, Vital do Rêgo lamentou o desaparecimento de Fernanda Ellen e revelou ter feito um apelo ao Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e também à direção da Polícia Federal, para que investiguem o caso.

Para Vital o desaparecimento de Fernanda não só é emblemático por mostrar a incapacidade da polícia, mais aponta para uma realidade triste na Paraíba que é o crescimento da insegurança,

Vital tem denunciado, com insistência, nas mais diversas tribunas, o triste e escandaloso crescimento da violência no Estado da Paraíba. A insegurança segundo ele, tornou-se uma presença cotidiana na vida da população e raramente se encontra um paraibano que não tenha sido vítima da criminalidade ou que não tenha parentes ou amigos agredidos, assaltados por criminosos.

Com toda essa inépcia, conforme lamentou Vital, não é de surpreender que João Pessoa tenha entrado na lista das cidades brasileiras mais perigosas, e que a Paraíba tenha ganhado um triste destaque nas estatísticas da criminalidade.

No ano passado, segundo ele, foram registrados 43 mortes por grupo de 100 mil habitantes no Estado – a terceira maior taxa de homicídios no País, naquela que era considerada a pacífica e aprazível Paraíba. “Os dados não são meus. São dados oficiais do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que apontou, também, a existência de um déficit de 2.816 vagas no sistema penitenciário do Estado – 2.816 vagas” observou.

O senador ressaltou ainda que João Pessoa foi considerada a segunda mais violenta do Brasil pela ONG mexicana Segurança, Justiça e Paz.

Ainda na tribuna do Senado, Vital revelou que a mais nova modalidade de atuação da bandidagem, agora, consiste nos atentados às agências bancárias. Nesse sentido, são números alarmantes, divulgados pelo Sindicatos dos Empregados em Estabelecimentos Bancários da Paraíba.

Apenas este ano, ocorreram 20 ações criminosas, abrangendo arrombamentos, assaltos e explosões, incluindo o ataque a agência do Bradesco a Junco do Seidó nesta quarta-feira.