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Foi denunciado ao Ministério Público da Paraíba (MPPB), que representantes de entidades sindicais das forças policiais solicitaram aos gestores municipais imunização contra Covid-19 fora da ordem prioritária. A Prefeitura de João Pessoa foi alertada. Outras recomendações relacionadas ao assunto também foram expedidas ao Estado da Paraíba e aos municípios de Campina Grande e Bayeux.

Trabalhadores das Forças de Segurança e das Forças Armadas somente serão vacinados quando forem encaminhadas ao município doses de vacina destinadas a eles. “Com isso, neste momento, apenas o Estado deve fazer a imunização desses profissionais, seguindo a Nota Técnica nº 297/2021-CGPNI/DEIDT/SVS/MS”, informou o MP.

A vacinação, ainda, só deve acontecer quando estes estiverem elencados dentro das seguintes categorias: os trabalhadores envolvidos no atendimento e/ou transporte de pacientes; em resgates e atendimento pré-hospitalar; trabalhadores que atuam diretamente nas ações de vacinação contra a doença e nas ações de implantação e monitoramento das medidas de distanciamento social, com contato direto com o público, independente da categoria.

A nota técnica especifica que os demais trabalhadores da segurança pública e das forças armadas que não se enquadrarem nessas atividades deverão ser vacinados de acordo com o fluxo da campanha nacional de vacinação contra a Covid-19.

A recomendação foi expedida na sexta-feira (30) e assinada pela promotora de Justiça de João Pessoa que atua na defesa da Saúde, Jovana Maria Silva Tabosa; pelos procuradores da República, José Guilherme Ferraz da Costa e Janaína Andrade de Sousa e pelo procurador do Trabalho, Eduardo Varandas de Araruna.

O MPPB recomendou ao prefeito da Capital, Cícero Lucena (Progressistas), e ao secretário de Saúde de João Pessoa, Fábio Rocha, que sejam rigorosos nas diretrizes e apliquem a ordem de prioridade definida no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.