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Ainda não se tem a noção exata da extensão dessas primeiras horas da greve da Polícia, mas chegam notícias de que a tropa pode começar na Paraíba uma coisa que tende a se alastrar pelo Brasil e mais uma vez somos vanguarda de uma luta que só acabará com os devidos reparos na condição quase marginalizada de quem trabalha com segurança pública de maneira precária. 

Mas, não pensem que a oposição movimenta-se sorrateira e com inteligência nos bastidores dessa pré-combustão. O próprio governo criou seus infernos astrais. É luz e sombra, açoite e açoitado, mel e fel, dia e noite. Tudo centralizado.

O governador Ricardo Coutinho experimenta o seu próprio veneno e inabilidade porque não está preparado para exercer o cargo que lhe foi presenteado pelos paraibanos a partir de um desejo natural de mudança e apelo emocional do político de maior carisma na Paraíba, Cássio Cunha Lima, o litisconsorte dessa gestão. 

E a oposição? Essa tem olhado para o próprio umbigo e suas individualidades impedem que tenha o mínimo de competência para enxergar o que verdadeiramente acontece no tabuleiro de xadrez político. Raras as excessões, deixam tudo para o mês que vem e vão perdendo terreno para o futuro dono da oposição: Ricardo Coutinho, que cresceu tanto que é duas coisas ao mesmo tempo, situação e oposição, pois constrói na mesma velocidade em que desconstrói o seu governo. 

Aviso com antecedência aqueles que se afogam em suas próprias vaidades na distante Brasília ou que olhando para o umbigo esquecem o restante do corpo: o que está em jogo é o futuro político de vossas excelências. 

Por instinto de sobrevivência nos agrupamos para agarrados uns aos outros resistir aos ataques sistemáticos de quem quer nos encurralar por inanição, mas é na falta de solidariedade que a resistência se esvai e paciência e coragem tem limite. 

A Polícia parou porque só tem essa chance de melhorar sua condição básica e essa greve servirá de estímulo para que outras categorias radicalizem, inclusive na PM de outros estados. 

A oposição é tão incompetente quanto o governo e se um enxerga o dedo do outro em tudo é porque padecem do mesmo mal e precisam se reciclar. 

Se Ricardo ainda não teve a competência de organizar seu governo, a oposição perde precioso tempo em saraus nos Porcões da vida, sempre medíocre e mesquinha. 

Há sim uma tropa aos farrapos combatendo na trincheira de resistência e essa tem enviado sinais de socorro, avisando que falta de um tudo no campo de batalha. 

Às vezes os guerreiros deliram acreditando ouvir ao longe a corneta da cavalaria. Ledo engano, no deserto das desarticulações as visagens se multiplicam, pois quem não teve competência para ganhar também não tem competência para resistir. 

Aos homens de bem interessa o bem da Paraíba e talvez tenha chegado a hora do surgimento de novas lideranças, pois as que temos se afastam cada vez mais do povo mesmo achando que estão cada vez mais próximos. 

Que Deus interceda por todos nós.