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Mais revelações na importação de cirurgiões cariocas feita pelo Governo do Estado para aplacar a crise com os efetivos do Hospital de Trauma. Após a revelação de que um dos médicos tinha ficha sujíssima e que até acusado de tráfico era, agora vem a informação de que uma médica clínica se passou por cirurgiã. parece surrel, mas é verdade. É o famoso “gato por lebre”.

Trata-se da doutora Teresa Cristina Teixeira da Rocha Paranhos, CRM RJ 395278, que pelo sobrenome já deu para perceber que ela é esposa de Jorge Eduardo Paranhos, cirurgião que responde lá no Rio por vários crimes e tem a ficha mais suja do que pau de galinheiro.

Esta senhora se passou por cirurgiã, veio contratada como tal pela bagatela de R$ 3 mil a diária, faturou R$ 6 mil no último final de semana por imprudência de quem a contratou sem checar o que dizia ser e, segundo testemunhas, chegou a entrar na sala de cirurgias.

Saibam que há muita diferença entre ter habilitação como cirurgiã e ter sua atuação restrita a clínica geral. Comparando, é o mesmo que contratar alguém que entende de carburador para resolver problemas com injeção eletrônica.

Em que pé nós chegamos. A intransigência de um governador e o descuido de um secretário de Saúde expondo a vida de pessoas inocentes.

Quando não negociam, esticam a corda e deixam a greve acontecer, privam os usuários do aparato de um hospital como o de Trauma; quando finalmente adotam alguma medida para evitar o prejuízo da população desassistida o fazem com negligência e custo altíssimo, já que detonaram R$ 42 mil sem o menor cuidado de checar as credencias de quem estavam contratando.

Este é o retrato do serviço público que o socialismo republicano do governo Ricardo Coutinho quer nos oferecer.

Em tempo: não cabe a gora o secretário de Saúde Waldson vir a público dizer que a contratou como clínica mesmo, pois a crise era pela ausência de cirurugiões, no caso os 13 efetivos que pararam reinvidicando a manutenção do plantão de R$ 1mil. Houve negligência na seleção dos profissionais.