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Uma alta fonte da Polícia me liga para explicar o insucesso da política de Segurança Pública do governo Ricardo Coutinho e vai logo dizendo que tudo se resume a falta de inteligência.

Antes que alguém deduza que eu chamei o secretário de Segurança Cláudio Lima de burro, adianto que a minha fonte referiu-se a extinção da P2 e cortes nos recursos para informantes na Civil.

“A Polícia não tem bola de cristal e de nada adianta botar os carros com giroflex para rodar e o helicóptero para fazer jogo de cena se não tiver um serviço de inteligência andando na frente”, disse.

Meu interlocutor ao telefone me conta que ficar esperando ligações com pistas sem oferecer estímulo ao denunciante dificulta o trabalho de investigação.

Ele diz que nesses dois governos RC os setores de inteligência da Militar e Civil foram desestimulados e desarticulados, os informantes abandonados e, por consequência, tudo ficou mais lento e inoperante.

“Por ordem de cima, os informantes foram cortados da folha e hoje se o policial quiser chegar logo no criminoso terá que tirar do próprio bolso o agrado do informante ou até mesmo fazer vaquinha na delegacia”, concluiu e desligou o telefone.