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EXCLUSIVO – O que vou revelar agora, pouca gente sabe. A saúde do ex-arcebispo da Paraíba, Dom Marcelo Pinto Carvalheira, teria se agravado após ter sido vítima de um complô comandado por Dom Aldo Pagotto e alguns monsenhores da Arquidiocese paraibana.

A denúncia foi feita por um familiar de Dom Marcelo, que veio do Recife exclusivamente para me contar os bastidores da “transição forçada”. Três jornalistas testemunharam a cena hoje pela manhã no restaurante Cannelle.

Segundo a fonte, Dom Marcelo Carvalheira foi perseguido por setores conservadores da igreja católica por ser muito ligado a Dom Hélder Câmara, o expoente da ala progressista no Brasil, que desafiou a ditadura militar e agora está para ser canonizado santo.

A PERSEGUIÇÃO AO DISCÍPULO DE DOM HÉLDER – Apesar de ter sido bispo de Belém, em Jerusalém, onde Jesus nasceu, e ter recebido prêmios internacionais pela defesa dos direitos humanos, Dom Marcelo foi nomeado bispo da diocese de Guarabira e por lá ficou 14 anos. Aliás essa Diocese foi criada pelo Papa João Paulo II só para acomodá-lo.

Foi cotado para substituir Dom Hélder como Arcebispo de Recife e Olinda, mas acabou surpreendentemente – fomos nós que demos o furo na manchete do jornal O Norte da época – sendo nomeado para substituir Dom José Maria Pires na função de arcebispo da Paraíba.

Quando completou 70 anos, data limite para aposentadoria compulsória, foi ao Papa João Paulo II, de quem era amigo, e pediu autorização à Sua Santidade para ficar por mais tempo e do Papa recebeu autorização, com a recomendação de que poderia ficar enquanto tivesse saúde para encarar a missão.

O COMPLÔ PARA AFASTAR DOM MARCELO– Acontece, me conta a fonte, que “a igreja é como política e todo titular tem seu suplente”. Por suas posições firmes, decência ideológica e comportamento irrepreensível, Dom Marcelo incomodava setores da igreja – que hoje estão sendo desmascarados em todo o mundo e expurgados pelo Tribunal Eclesiástico criado pelo Papa Francisco -, que passaram a se articular com Dom Aldo, que estava com problemas em Sobral, no Ceará, acusado de proteger pedófilos, e queria assumir logo a vaga de arcebispo da Paraíba, de quem era uma espécie de suplente.

Notando a articulação e tendo seu comando minado por grupos de padres e monsenhores, Dom Marcelo teve seu estado de saúde agravado, pois é portador de Alzheimer e inviabilizou-se como arcebispo, pois tinha lapsos de memória cada vez maiores.

Se afastou da função, deixou o caminho aberto para Dom Aldo e seu grupo assumir e se enclausurou num mosteiro em Olinda, onde completou 87 anos no último dia primeiro de maio e recebeu, como mostramos com exclusividade na foto abaixo, o carinho dos familiares, amigos e religiosos.

AMIGO DE JOÃO PAULO II – Dom Marcelo Carvalheira, para quem não sabe, nos anos oitenta corajosamente foi à Roma e pediu ao Papa João Paulo II a quebra do segredo da confissão do sargento Brasil ao vigário de Guarabira, Padre Adelino, onde o militar contou quem eram os integrantes do esquadrão da morte, que executou mais de 36 pessoas na região.

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O Papa autorizou e o Padre Adelino foi a testemunha na justiça que levou todos os integrantes para a cadeia.

Mas, afinal, o que aconteceu em Sobral para Dom Aldo sair correndo de lá e por que o Papa Francisco criou o Tribunal Eclesiástico de Roma? Adentrarei essess temas com responsabilidade, precisão e provas no próximo artigo.

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