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Mesmo com quatro vacinas autorizadas para realização de estudos no Brasil, apenas a candidata da farmacêutica AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, entrou para o cronograma de imunização contra a covid-19 do Ministério da Saúde. A pasta apresentou, ontem, o Programa Nacional de Imunização aos secretários de saúde dos estados, que sentiram falta das outras iniciativas não previstas no calendário.

Até o imunizante Coronavac, produção da chinesa Sinovac, tão avançado quanto o britânico e cujo acordo também prevê transferência de tecnologia, ficou de fora. Fontes ouvidas pelo Correio e que participaram da reunião afirmam que a decisão do governo federal abriu uma nova brecha de discordância com os representantes estaduais, depois de uma breve pacificação dos ânimos trazida pela interlocução do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

A previsão do governo é distribuir 100 milhões de doses da candidata de Oxford ainda no primeiro semestre de 2021; as vacinas devem vir prontas para a aplicação. Enquanto isso, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) trabalhará na produção de mais imunizantes, já que a parceria prevê a transferência de tecnologia para confecção em território brasileiro. Assim, para o segundo semestre, a expectativa é de distribuir mais 165 milhões de doses.

A notícia, apresentada pelo secretário-executivo da pasta, Elcio Franco, foi considerada promissora. Mas não o suficiente para apaziguar a insatisfação sobre a exclusão da Coronavac no Programa Nacional de Imunização. O desconforto começou já na última semana quando, em coletiva de imprensa, o secretário afirmou não ser possível “comprar o que não existe”, se referindo ao imunizante chinês.

Correio Braziliense