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Sexta-feira última o prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, e o governador Ricardo Coutinho sentiram na pele a força dos movimentos sociais. 

Acostumados a constranger, pressionar e desconstruir autoridades, perceberam como é chata a inversão de papéis. 

A dupla estava no Estação Ciência com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, quando na saída da solenidade tiveram que enfrentar uma manifestação de aprovados em concursos na longa espera de um chamado para a área de Saúde da PMJP. 

O movimento bem organizado, que pretende a partir de agora colar no prefeito até as contratações, portava faixas e os integrantes proferiam palavras de ordem que aos ouvidos dos socialistas reverberavam como música irritante, a tradicional cantiga de grilo. 

De repente no meio da multidão se ouve o prefeito Agra fazendo ameaças veladas. “Vocês me pagam o constrangimento que me fizeram passar”, bradou inesperadamente. 

Todos sabem que o prefeito é um homem pacato, sereno, mas o poder muda as pessoas e Agra vez por outra tem rompantes de arrogância. 

A imprensa que viu tudo nada registrou, pois os jornalistas sabem que estão proibidos de deixarem passar críticas aos dois principais anunciantes do estado.

Soube que o ministro viajou preocupado.  

O sábio chinês Iching diz que depois da tempestade vem sempre a calmaria.