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Quando Nilvan Ferreira anunciou no Rádio Verdade que Adriano Galdino estava desfilando por aí com vinte assinaturas de deputados estaduais eleitos lhe indicando para presidente da Assembleia, senti uma fedentina exalando dos esgotos da política do é dando que se recebe.

Como é que um parlamentar aceita assinar um documento, faltando ainda mais de três meses para a eleição da nova mesa diretora, se não tiver um ofertório muito bem amarrado?

Alguém já disse que no Poder Legislativo o mais besta de todos desenha uma vaca na parede e ordenha 10 litros de leite já em caixinhas longa vida.

E Adriano Galdino fez seu doutorado na passagem pela Casa Civil, um lugar sagrado para os deputados devotos de São Francisco de Assis.

Eu já tinha ouvido falar em confinamento de convencionais, mas confinamento de deputados é a primeira vez e fazer um político assinar com tanta antecedência um compromisso só pode ter sido pelo antecipação da contrapartida.

A TABELA DE RC

E não foi pequena a oferta. Teria sido mais ou menos de 300 mil por cabeça, conforme denunciou o governador Ricardo Coutinho, quando disse que se quisesse ter maioria na Assembleia bastava pagar 300 mil por deputado, e o MP prometeu investigar.

Confirmada a denúncia do governador, 20 deputados a 300 totalizarão 6 milhões de reais.

Pergunto: Adriano tem como justificar essa despesa em seu patrimônio legal, tendo recem saído de uma campanha caríssima?