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Uma vez ouvi da boca de um cientista político que para ser um “grande político” nesse nosso país é necessário primordialmente uma característica: ser um grande mentiroso. Me choquei ao ouvir tal afirmação, mas observando o cenário paraibano, tenho que me render a máxima do colega.

A Paraíba tem desenvolvido uma vocação para abrigar e apoiar políticos criminosos, travestidos de um discurso fajuto e sem nenhuma vergonha para mentir na cara de todo mundo deslavadamente.

Após uma enxurrada de escândalos envolvendo muita roubalheira, desvio, superfaturamento, empresas de Pernambuco e do Ceará (dois estados que também tem na gestão estadual parlamentares do PSB), ambulâncias, equipamentos de informática, o governador Ricardo Coutinho primeiramente teve a “sorte” de ser convocado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) para acompanhar a presidente Dilma à Índia.

Fugiu a primeira vez ao debate.

Na Índia, Ricardo aproveitou para tomar “tchai” de ervas e recitar alguns mantras com o propósito de tirá-lo do auê, ou melhor, de trazer uma desculpa boa para retirar sua imagem, a da sua gestão e dos candidatos que irá apoiar do olho do furacão.

Mas, parece que nem o retiro junto aos zen budistas nem as ervas foram suficientes para iluminar o buraco negro encefálico do governador.

O mago foi e voltou com a mesma desculpa esfarrapada de que “todas as denúncias são infundadas e foram plantadas”, disse também que “isso é um absurdo”. A fala do governador beira à loucura.

Um detalhe a se observar é que Ricardo está blindado para não falar com a imprensa “livre”. Ele só se pronuncia na rádio Tabajara, no programa conduzido pelo jornalista Célio Alves, o qual foi pago pelo PSB para sair de Guarabira e vir para capital esconder os crimes dos socialistas, ou pelo menos tentar.

Ricardo, como homem público que representa a instituição “Governo do Estado”, deveria ter o mínimo de decência e receber os órgão da imprensa que estão ávidos por uma explicação que tenha algum fundamento.

Está fugindo pela segunda vez.

Talvez ele não queira falar porque a Secretaria de Comunicação do Estado não está pagando os contratos feitos com os veículos de comunicação e a ele resta apenas os microfones da rádio estatal que estão terminantemente proibidos de fazer qualquer pergunta embaraçosa.

Enquanto procura respostas para tantos escândalos, Ricardo vem se firmando como “grande político” construído em meio a mentiras e desculpa que minimizam a gravidade dos problemas apresentados pela gestão do PSB na Paraíba.

 

Nem uma caixa do óleo de peroba do colega Wellington Farias é suficiente para lustrar a cara de pau de Ricardo Coutinho.